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O cerco da insegurança na Ponta da Praia: a calçada que perdeu a paz

Flagrante em plena manhã de sábado revela a vulnerabilidade de quem construiu a vida em Santos e agora teme o próprio portão

Registro de câmera de segurança captura o exato momento em que o infrator aborda o idoso na entrada do prédio, evidenciando a emboscada armada atrás do mobiliário urbano. Foto: Reprodução/Câmera de segurança.

O relógio marcava pouco antes das oito da manhã deste sábado quando a rotina de um morador de 73 anos foi interrompida pela brutalidade do oportunismo. O que deveria ser o encerramento tranquilo de um passeio com o cachorro, na Praça Rebouças, transformou-se em mais um capítulo da crônica de insegurança que assombra a Ponta da Praia. Em Santos, onde o mar dita o ritmo da vida, o tempo parou por alguns segundos para um idoso que se viu encurralado na soleira da própria casa.

As câmeras de monitoramento, sentinelas silenciosas de um bairro que já não dorme tranquilo, registraram a emboscada com precisão cirúrgica. Um adolescente, estrategicamente posicionado atrás de um poste, aguardava o momento exato em que a vítima baixaria a guarda para entrar no edifício. No instante em que o idoso se aproximava da segurança do hall, o infrator avançou. O alvo era uma corrente no pescoço; o meio, a força e o elemento surpresa.

A ação foi rápida, mas não solitária. O rastro de impunidade seguiu em duas rodas, com outros jovens de bicicleta dando cobertura e garantindo a fuga imediata pelo asfalto santista. A cena expõe uma dinâmica recorrente na Baixada: a agilidade do crime diante da lentidão da sensação de ordem. Enquanto a vítima processava a violência sofrida, o grupo já se diluía entre as ruas do bairro, desaparecendo antes que qualquer reação fosse possível.

Até o fechamento desta edição, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo indicou que não havia registro oficial do caso. Esse vácuo documental reflete um problema maior que a própria agressão: o subnotificação que mascara a realidade das ruas. Entre o medo de registrar a queixa e a audácia de quem comete o delito à luz do dia, a Ponta da Praia assiste, impotente, ao encolhimento do seu espaço público.


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