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Postagens em redes sociais passam a ser usadas na análise de benefícios do INSS

Perfis públicos são consultados em processos administrativos e judiciais para verificar compatibilidade entre a vida exibida online e informações declaradas

Redes sociais têm sido utilizadas como elemento complementar na análise de benefícios previdenciários
Redes sociais têm sido utilizadas como elemento complementar na análise de benefícios previdenciários. Foto: Reprodução.

Uma prática cada vez mais frequente tem alterado a forma de análise de benefícios previdenciários no país: o uso de conteúdos publicados em redes sociais como elemento complementar de verificação pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pelo Judiciário. Fotos, vídeos e publicações abertas ao público passaram a integrar a avaliação de pedidos e revisões de benefícios, especialmente nos casos relacionados à incapacidade para o trabalho.

O procedimento tem sido adotado em processos administrativos e ações judiciais envolvendo benefícios como o auxílio por incapacidade temporária e a aposentadoria por incapacidade permanente. O objetivo é confrontar o que é declarado pelo segurado — e atestado em laudos médicos — com situações expostas nas plataformas digitais, quando estas indicam atividades incompatíveis com as limitações alegadas.

Na prática, peritos e servidores analisam publicações que possam contradizer informações prestadas durante a perícia. Registros de prática esportiva, esforço físico, participação em eventos ou exposição de atividades remuneradas informais têm sido citados em relatórios para questionar pedidos ou justificar a reabertura de avaliações médicas. Também entram nesse cruzamento indícios de padrão de vida incompatível com benefícios assistenciais voltados a pessoas de baixa renda.

Há casos documentados em que vídeos e imagens foram utilizados como subsídio para suspender temporariamente pagamentos ou convocar o segurado para nova perícia. O material digital, no entanto, não é considerado prova isolada. As publicações funcionam como indícios, analisados em conjunto com exames, laudos, histórico clínico e demais documentos do processo.

Especialistas apontam que a interpretação dessas postagens exige cautela, sobretudo em situações relacionadas à saúde mental. Fotografias em momentos de lazer ou socialização, por exemplo, não significam, por si só, plena capacidade laboral. A avaliação depende do contexto, da frequência das atividades exibidas e da compatibilidade com o quadro clínico apresentado.

Diante desse cenário, a orientação recorrente a segurados é de prudência na exposição da vida pessoal em ambientes digitais. Perfis privados, identificação clara de imagens antigas e atenção ao conteúdo publicado podem reduzir riscos de interpretações equivocadas durante análises previdenciárias.


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