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Polícia Civil investiga origem de ossada encontrada na faixa de areia em Santos

Material foi localizado na altura do Canal 1, no bairro José Menino; caso foi registrado como morte suspeita e aguarda perícia técnica

Trecho da faixa de areia no bairro José Menino, em Santos, onde a ossada foi localizada e periciada por autoridades
Trecho da faixa de areia no bairro José Menino, em Santos, onde a ossada foi localizada e periciada por autoridades. Foto: Reprodução/Arquivo/Douglas Fernandes/PMS.

A descoberta de fragmentos de uma ossada humana na tarde deste sábado (24), na praia do bairro José Menino, em Santos, mobilizou as autoridades de segurança e deu início a uma investigação da Polícia Civil. O material foi localizado por populares na faixa de areia, na altura do Canal 1, área de intenso fluxo de moradores e turistas. O episódio levanta alertas sobre a segurança na orla e a necessidade de identificação de possíveis vítimas desaparecidas na região da Baixada Santista.

De acordo com o registro oficial, o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) foi a primeira unidade a ser acionada após o alerta de pedestres sobre a presença de material orgânico de provável origem humana. No local, a equipe de salvamento realizou o isolamento preventivo do perímetro e notificou as instâncias policiais competentes para o início da apuração técnica. A ocorrência foi formalizada como morte suspeita na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos.

Os fragmentos encontrados foram apreendidos e encaminhados para os exames laboratoriais necessários. A perícia deverá determinar o sexo, a idade aproximada e o tempo estimado do óbito, além de buscar vestígios que indiquem a causa da morte. Este procedimento é etapa essencial para o cruzamento de dados com o sistema de pessoas desaparecidas e para verificar se a ossada foi trazida pela maré ou enterrada no local.

Ocorrências desta natureza demandam um trabalho minucioso de medicina legal, uma vez que a exposição a fatores ambientais, como o salitre e a movimentação das águas, pode acelerar a degradação do DNA e dificultar a análise técnica. Até o momento, o GBMar informou que não possui competência direta sobre a investigação criminal e que não há dados conclusivos sobre as circunstâncias que levaram o material até a orla santista.

A Polícia Civil aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) para dar prosseguimento ao inquérito. A área onde o material foi localizado foi liberada após os trabalhos periciais, mas as autoridades mantêm o monitoramento sobre eventuais novos indícios que possam surgir na faixa de areia do município.


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