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Digitais comprometedoras: Corregedoria mira policial ligado a casa usada por assassinos de ex-delegado em Praia Grande

Endereço no Jardim Imperador vira epicentro de investigação explosiva; impressões digitais de policial militar e do irmão foram encontradas em imóvel

Casa no Jardim Imperador, em Praia Grande, virou alvo da Corregedoria após achado de digitais de policial e do irmão em local usado por assassinos de Ruy Fontes. Foto: Repridução.

A investigação sobre o assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Fontes, ganha contornos ainda mais perturbadores. A Corregedoria da Polícia Militar, em conjunto com a Polícia Civil, deflagrou uma operação na Praia Grande após a descoberta de impressões digitais de um policial militar e de seu irmão em uma casa usada pelo grupo responsável pela execução do ex-delegado. O imóvel, localizado na Rua Campos de Jordão, no Jardim Imperador, foi citado durante depoimento de Dahesly, mulher já presa por envolvimento no crime.

Fontes, que também ocupava o cargo de secretário administrativo da Prefeitura de Praia Grande, foi brutalmente assassinado na última segunda-feira (15), ao deixar o expediente no Paço Municipal. Ele foi perseguido por criminosos em plena luz do dia, em um crime que escancarou o poder e a ousadia da quadrilha.

Na residência apontada como ponto de apoio dos bandidos, os investigadores recolheram nada menos que 41 vestígios genéticos. Entre eles, o do policial militar e o de seu irmão, cujas identidades seguem preservadas. Ambos serão intimados para prestar esclarecimentos sobre a relação com o imóvel, frequentemente alugado e situado a apenas oito quilômetros da sede da prefeitura.

As buscas, realizadas na madrugada desta sexta-feira (19), mobilizaram equipes vindas da capital paulista até a Baixada Santista. O caso coloca a corporação sob forte pressão, já que a suspeita de participação de um policial militar em um crime dessa magnitude expõe um abismo de credibilidade na instituição. A Corregedoria não descarta a possibilidade de que o envolvimento vá além da mera presença no local, o que pode ampliar o escândalo e comprometer ainda mais a imagem da segurança pública na região.

A investigação agora se concentra em traçar a rota dos criminosos, detalhar o papel de cada integrante do grupo e esclarecer como o imóvel funcionava como suporte logístico da execução. O crime contra Ruy Fontes, que já havia enfrentado organizações criminosas durante sua carreira, se mostra não apenas um ataque pessoal, mas um recado de alto impacto ao sistema de justiça e à segurança pública.


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