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Execução: ex-delegado-geral de São Paulo é morto a tiros na Praia Grande

Ruy Ferraz Fontes, primeiro investigador do PCC, foi surpreendido por criminosos em ataque brutal que expõe a ousadia da criminalidade organizada

Local em Praia Grande onde o ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi executado em atentado a tiros. Foto: Reprodução.

O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi assassinado a tiros na noite desta segunda-feira (15), em Praia Grande. A ação criminosa, rápida e calculada, ocorreu quando homens armados desembarcaram de um carro e abriram fogo contra o veículo em que o ex-delegado estava. Fontes morreu ainda no local, sem chances de defesa.

Com longa trajetória na segurança pública, Fontes foi um nome central na história recente da Polícia Civil paulista. Ele se destacou no início dos anos 2000, quando chefiava a Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Na época, conduziu as primeiras investigações oficiais sobre a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que viria a se consolidar como uma das mais poderosas do país.

Sua atuação o levou, posteriormente, ao cargo mais alto da corporação: delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo. No exercício da função, acumulou aliados e desafetos, característica marcante de quem esteve sempre na linha de frente contra o crime organizado.

Nos últimos anos, Fontes havia se afastado da linha de combate direto, assumindo a Secretaria de Administração de Praia Grande, onde trabalhava até o momento do atentado. Apesar disso, seu nome continuava associado à repressão contra o crime e, em especial, à memória das investigações iniciais sobre o PCC.

A execução de um ex-delegado-geral em via pública levanta questionamentos sobre a ousadia de grupos criminosos e a vulnerabilidade até mesmo de autoridades que, em algum momento, foram responsáveis por combatê-los. A investigação do caso está em andamento, e a principal linha de apuração é de que o ataque tenha sido motivado por represálias do crime organizado.

O episódio choca a segurança pública paulista e evidencia, mais uma vez, a força e a violência da criminalidade que há décadas desafia o Estado.


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