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Caçada humana em Santos: ciclista foragido escala muro para fugir da PM, mas acaba atrás das grades

Beneficiado pela "saidinha", criminoso condenado por roubo ignorou a Justiça e escolheu o litoral para se esconder

Ronaldo Rogério de Barros Silva, capturado após meses como foragido do sistema prisional de Hortolândia. Foto: Reprodução.

O bairro Paquetá, em Santos, foi palco de uma perseguição na tarde desta quinta-feira. O que começou com uma simples desconfiança policial na Rua Dr. Cochrane terminou com a prisão de Ronaldo Rogério de Barros Silva, um foragido que zombava da Justiça desde setembro. Ao perceber a aproximação da viatura, o homem, que pedalava tranquilamente, iniciou uma fuga desesperada, abandonando a bicicleta e invadindo um estacionamento particular na Rua Amador Bueno.

A ação foi rápida e implacável. Após cercarem o local e obterem autorização do proprietário, os policiais militares realizaram uma varredura tática. O acuado foi encontrado escondido atrás de uma grade de ferro, sem saída. A consulta ao sistema Copom revelou a gravidade: Ronaldo é detento da Penitenciária de Hortolândia e deveria ter retornado da saída temporária há meses. Em vez de cumprir sua pena por roubo, ele preferiu as ruas de Santos, engrossando a estatística alarmante de "não retornos" que assombra o estado.

A ilusão do controle: Números que assustam o cidadão de bem

O caso de Ronaldo é apenas a ponta do iceberg de um problema que parece insolúvel. Somente na última "saidinha" de Natal e Ano Novo, os dados são estarrecedores:

Baixada Santista e Vale do Ribeira: Mais de 180 detentos simplesmente desapareceram após receberem o benefício em dezembro de 2024.

Estado de São Paulo: Na primeira saída de 2025, o balanço registrou que 1.058 criminosos não retornaram às celas, permanecendo foragidos nas ruas.

Reincidência: Embora os índices de roubo em Santos tenham apresentado queda em 2025 devido a operações como a Verão, a presença de mais de mil foragidos circulando pelo estado mantém a população em alerta constante.

Enquanto o debate político sobre o fim das saídas temporárias se arrasta entre sanções e vetos, o cidadão santista assiste, na prática, ao perigo batendo à porta. A captura de ontem foi um triunfo da Polícia Militar, mas serve como um lembrete amargo de que a liberdade concedida pelo papel muitas vezes se transforma em ameaça real no asfalto.


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