Colisão no cruzamento da Rua Professora Maria José Barone Fernandes da Silva com a Avenida Presidente Kennedy exigiu cinco viaturas para conter princípio de tumulto; um dos carros foi guinchado por licenciamento atrasado
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| Carro branco danificado após colisão no Maracanã, em Praia Grande, enquanto viaturas da Polícia Militar atuam para conter aglomeração no local. Foto: Alberto Presecatan. |
Uma colisão frontal registrada no bairro Maracanã, em Praia Grande, não deixou feridos, mas mobilizou a Polícia Militar por um motivo que vai além da lataria amassada: o clima de tensão que se formou no local. O acidente ocorreu no cruzamento da Rua Professora Maria José Barone Fernandes da Silva com a Avenida Presidente Kennedy, ponto de tráfego intenso e onde qualquer descuido costuma cobrar caro.
De acordo com as informações apuradas no local, um automóvel branco saía da Kennedy e acessava a via transversal quando foi atingido por um carro vermelho. O impacto causou danos suficientes para imobilizar os dois veículos, interrompendo a fluidez da via e chamando a atenção de moradores próximos.
Como os envolvidos residem nas imediações e seriam conhecidos na região, a aglomeração cresceu rapidamente e houve um princípio de tumulto, com discussões e ânimos exaltados. Para conter a situação e evitar que um acidente sem vítimas evoluísse para algo mais grave, a PM acionou reforço: cinco viaturas e 12 policiais atuaram para dispersar o grupo e estabilizar o ambiente.
Após a checagem da documentação, foi constatado que o veículo branco estava com o licenciamento em atraso. Por esse motivo, foi solicitado guincho para remoção ao pátio. A ocorrência foi registrada como acidente de trânsito sem vítimas.
O episódio evidencia um padrão que se repete: não é apenas a colisão que causa transtorno, mas a combinação de irregularidades documentais e a transformação de uma situação pontual em “plateia” e confronto verbal, exigindo efetivo policial que poderia estar atendendo ocorrências mais urgentes na cidade.


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