Ações conjuntas entre concessionária e forças policiais resultaram em flagrantes e prisões após identificação de manipulações em medidores e ligações clandestinas
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| Técnicos de distribuidora de energia realizam inspeção em medidores comerciais durante operação de combate a fraudes na Baixada Santista. Foto: Divulgação/CPFL Piratininga. |
Uma força-tarefa de combate ao furto de energia elétrica, realizada pela CPFL Piratininga em parceria com as autoridades policiais, resultou na autuação de 15 estabelecimentos comerciais na Baixada Santista nos últimos dias. As inspeções ocorreram nos municípios de Santos e Praia Grande, motivadas pelo alto índice de irregularidades detectadas pelo sistema de monitoramento da concessionária. A relevância da operação reside não apenas na recuperação de ativos, mas na segurança pública, dado o risco de curtos-circuitos e sobrecarga na rede de distribuição regional.
Em Praia Grande, a ofensiva concentrou-se no bairro Vila das Caieiras. Das 34 inspeções técnicas realizadas no local, 12 estabelecimentos foram autuados por irregularidades flagrantes. O balanço da operação na cidade detalha uma diversidade de setores envolvidos nas fraudes: uma sorveteria, um açougue, um minimercado, um restaurante, uma adega e uma pizzaria utilizavam métodos variados para subfaturar o consumo real de eletricidade.
Já em Santos, as ações foram direcionadas a pontos específicos nos bairros Gonzaga e Marapé. No Gonzaga, tradicional polo comercial e turístico, uma padaria foi flagrada com o fio de corrente de um dos transformadores de corrente (TCs) cortado, impedindo o registro fiel da energia consumida. No mesmo bairro, uma pousada apresentava um desvio de energia embutido diretamente na alvenaria, o que exigiu perícia técnica para constatação. O responsável pelo imóvel foi conduzido ao Distrito Policial para prestar esclarecimentos. No Marapé, uma academia de ginástica também foi autuada após a identificação de manipulação mecânica no medidor.
Os desdobramentos técnicos indicam que todas as medições foram regularizadas pelas equipes da distribuidora no momento da abordagem. A concessionária agora inicia a fase de cálculo do montante de energia retroativa desviada. Os valores correspondentes ao período da irregularidade serão faturados e repassados aos proprietários dos estabelecimentos, que responderão administrativa e criminalmente pelos atos.
Historicamente, o furto de energia — tipificado no Artigo 155 do Código Penal — impacta diretamente o consumidor regular. De acordo com as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), parte do prejuízo causado por perdas não técnicas é diluída nas tarifas de energia, afetando o custo de vida da população local e a qualidade do fornecimento, uma vez que as ligações clandestinas não seguem padrões de engenharia e segurança.


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