Monitoramento tecnológico e remoção de famílias de áreas de risco após alerta do Inmet para acumulados elevados no Estado
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| Equipes estão realizando limpeza de canais e rios na Baixada Santista como parte das ações preventivas para o período chuvoso. Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
A Baixada Santista iniciou março sob atenção redobrada após o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prever volumes de chuva acima da média histórica em todo o Estado de São Paulo. O alerta, divulgado na virada do mês, indica também temperaturas até 1°C superiores ao padrão climatológico. Diante do cenário, prefeituras da região reforçaram ações de prevenção, com foco no desassoreamento de canais, monitoramento em tempo real e realocação de moradores em áreas consideradas vulneráveis.
De acordo com a meteorologista Heloisa Pereira, o aumento das precipitações no primeiro trimestre está associado ao Sistema de Monções da América do Sul, fenômeno típico do verão. “Em março, há potencial para a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que intensifica o corredor de umidade vindo da Amazônia em direção ao Sudeste, resultando em acumulados elevados”, explica. A combinação entre relevo litorâneo, influência das marés e fluxo constante de umidade do oceano amplia a suscetibilidade a alagamentos e deslizamentos, sobretudo com o solo já encharcado.
Nos municípios, as medidas incluem tecnologia e obras estruturais. Em Santos, a Defesa Civil mantém monitoramento permanente dos 17 morros da cidade e envia alertas por SMS à população cadastrada até abril. Bertioga utiliza estações telemétricas para acompanhar o nível dos rios em tempo real, além de pluviômetros automáticos distribuídos em pontos estratégicos. No Guarujá, a administração opera em estado de alerta máximo, com sirene instalada no Morro da Barreira do João Guarda e ginásios preparados para acolhimento emergencial.
Em São Vicente, oito conjuntos de comportas foram instalados e a cidade participa do programa estadual “Rios Vivos”, enquanto estrutura um plano de drenagem estimado em R$ 1 bilhão para captação de recursos federais. Mongaguá concentra esforços na limpeza dos rios Bichoró e Aguapeú e abriu licitação para aquisição de máquina anfíbia destinada à desobstrução de canais de difícil acesso. Já Praia Grande mantém limpeza diária de galerias e constrói novos sistemas de escoamento no Bairro Princesa.
No campo habitacional, Cubatão avançou na remoção de famílias de áreas críticas. Cento e cinquenta famílias do Morro da Mantiqueira foram transferidas para apartamentos recém-entregues, e o planejamento prevê intervenções em Pilões e Vila Noel, com o objetivo de reduzir a ocupação em encostas.
A orientação das autoridades é que moradores observem sinais de risco, como rachaduras recentes, inclinação de postes ou árvores, portas que passam a emperrar e água barrenta escorrendo por encostas. Em caso de emergência, a Defesa Civil deve ser acionada pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
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