Parlamentar afirma ter sido intimidado após denúncias sobre gestão municipal e cita referência a morte de ex-delegado; acusado nega e Polícia Civil apura o caso
Um boletim de ocorrência registrado na Delegacia Seccional de Praia Grande colocou dois vereadores da cidade no centro de uma investigação policial. Anderson Martins (Pode) acusa o colega Cadu Barbosa (PRD) de ameaça, calúnia e perseguição. Segundo o parlamentar, as intimidações teriam ocorrido entre novembro e dezembro do ano passado, em meio a debates políticos na Câmara Municipal. Cadu nega as acusações. A Polícia Civil do Estado de São Paulo apura os fatos.
De acordo com Anderson Martins, o episódio mais grave teria ocorrido após ele mencionar, em plenário, uma redução de valores destinados à área da Saúde, estimada entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. O vereador relata que, antes de uma das sessões, foi procurado por Cadu Barbosa na sala do café da Câmara, acompanhado de outro parlamentar. Na ocasião, conforme o registro policial, o colega teria afirmado que, durante a sessão, iria “desmoralizá-lo” e, posteriormente, feito referência ao assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros de fuzil em uma emboscada na cidade no ano passado. Segundo Anderson, Cadu teria dito que, caso ele não parasse de denunciar problemas da administração municipal, “acabaria” como o ex-delegado.
O vereador afirma que, em sessões subsequentes, o embate político evoluiu para ofensas pessoais, com acusações de desonestidade, uso de drogas e ataques direcionados à sua esposa. Parte das declarações teria sido registrada em vídeo. A suposta ameaça na sala do café, contudo, não foi gravada.
Ainda segundo o relato, houve tentativa de intermediação envolvendo um sindicalista réu em ação judicial, pedido que Anderson diz ter recusado. Ele também comunicou à polícia que um veículo teria acessado área anexa ao fórum local para fotografar placas de automóveis pertencentes a ele, a um advogado e a uma testemunha.
Durante sessão, Cadu Barbosa teria acusado o colega de divulgar informações falsas e enganar a população. Em nota e em manifestações públicas, o parlamentar nega as acusações. Ele foi intimado a prestar depoimento.
A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso está sob investigação da Delegacia Seccional de Praia Grande. Anderson Martins declarou que apresentará provas no prazo legal para eventual representação criminal.
O andamento das investigações deverá definir se os fatos narrados configuram ilícitos penais ou infrações de natureza diversa.
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