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Mongaguá multa cooperativa de Limeira por descarte irregular de documentos em via pública

Fiscalização identificou dados pessoais sensíveis expostos em calçada no bairro Vera Cruz; multa aplicada ultrapassa R$ 11 mil

Agentes municipais durante o recolhimento de documentos espalhados em calçada próxima a canal no bairro Vera Cruz, em Mongaguá
Agentes municipais durante o recolhimento de documentos espalhados em calçada próxima a canal no bairro Vera Cruz, em Mongaguá. Foto: Júlio Koema/prefeitura de Mongaguá.

A Prefeitura de Mongaguá aplicou uma multa no valor de R$ 11.106,00 contra uma cooperativa habitacional sediada em Limeira, no interior do estado, após o flagrante de descarte irregular de documentos em via pública. O incidente, registrado na última quarta-feira (11), mobilizou diversos setores da administração municipal devido ao volume de material encontrado e à natureza das informações expostas, que incluíam dados pessoais de clientes e registros administrativos internos.

O caso teve início após uma denúncia anônima encaminhada à Guarda Civil Municipal (GCM), relatando uma grande quantidade de papéis espalhados na interseção das ruas Vera Estela e Guatemala, no bairro Vera Cruz. Ao chegarem ao endereço indicado, equipes das diretorias de Fiscalização de Comércio e Posturas, Obras, Meio Ambiente e Serviços Externos confirmaram a irregularidade. O material estava concentrado próximo a um canal de drenagem, oferecendo riscos não apenas à limpeza urbana, mas também ao ecossistema local.

A análise preliminar dos documentos revelou que o montante pertencia a uma cooperativa habitacional de Limeira. A exposição de formulários, contratos e registros com nomes, números de documentos e endereços de terceiros acendeu o alerta das autoridades para uma possível violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). De acordo com a administração municipal, o descarte inadequado em local público configura infração ambiental grave, além de negligência no tratamento de dados sensíveis.

Para mitigar o risco de uso indevido das informações e evitar que o papel fosse carregado para dentro do canal de drenagem, os servidores municipais realizaram o recolhimento imediato de todo o conteúdo. O material foi encaminhado para uma destinação final adequada, onde os registros serão processados de forma a garantir o sigilo e a destruição segura das informações.

Além da sanção administrativa financeira, o caso foi enviado ao Departamento Jurídico da Prefeitura de Mongaguá. O órgão avaliará o encaminhamento de medidas legais complementares, uma vez que a conduta da empresa extrapolou a questão da zeladoria urbana, atingindo direitos de privacidade dos cidadãos listados nos documentos. O episódio reforça o debate sobre a responsabilidade logística de empresas do interior que operam ou mantêm registros no litoral, exigindo maior rigor no descarte de resíduos corporativos.


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