Com risco de chuvas mais intensas nos próximos meses, promotores cobram ações concretas de prevenção, obras de drenagem e proteção para áreas vulneráveis
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| Ministério Público cobra das cidades da Baixada Santista medidas preventivas diante da possibilidade de chuvas intensas associadas ao fenômeno El Niño. Foto: Ilustração/Gerada por IA. |
O sinal de alerta já está ligado na Baixada Santista. Diante da certeza de um novo episódio de El Niño entre 2026 e 2027, o Ministério Público de São Paulo entrou em campo para cobrar dos municípios da região medidas capazes de reduzir os impactos de eventos climáticos extremos.
A movimentação partiu do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), que enviou pedidos de esclarecimento às prefeituras para saber o que está sendo feito, na prática, para enfrentar possíveis cenários de fortes chuvas, alagamentos e deslizamentos.
Na mira estão os planos municipais de contingência, obras de drenagem, intervenções em áreas de risco, ações da Defesa Civil e até a articulação com órgãos estaduais e federais para enfrentar situações de emergência.
A preocupação não surgiu por acaso. Alertas internacionais apontam uma elevada possibilidade extrema do fenômeno climático, conhecido pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. O reflexo pode ser sentido diretamente no litoral paulista, onde períodos de chuva intensa costumam provocar transtornos em bairros baixos, próximos a canais, além de aumentar a ameaça sobre encostas ocupadas.
Cidades como Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão aparecem entre os locais que exigem atenção redobrada diante do risco de deslizamentos e inundações.
Além de cobrar informações, o Ministério Público também reforçou uma série de medidas consideradas essenciais para reduzir danos. Entre elas estão o fortalecimento dos sistemas de drenagem, a conclusão de obras de contenção em pontos vulneráveis, a criação de abrigos temporários para famílias em áreas de risco e a ampliação de campanhas de orientação à população.
A recomendação ainda prevê reforço na vigilância sanitária e maior integração entre os setores de saúde e assistência social. O recado é claro: antes que a chuva chegue com força, as cidades precisam mostrar que estão preparadas para enfrentar o que pode vir pela frente.

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