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Rombo bilionário entra na mira da PF: operação aperta cerco sobre nomes ligados ao comando da Americanas

Investigação sobre fraude contábil estimada em R$ 24 bilhões avança, alcança ex-executivos, controladores e dirigentes de grandes bancos

Agentes da Polícia Federal cumprem mandados na nova fase da Operação Disclosure, que investiga o rombo bilionário atribuído a fraudes contábeis na Americanas. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil/Edição: AlCaPreNews.

A manhã desta quinta-feira amanheceu com a Polícia Federal batendo à porta de alguns dos nomes mais influentes ligados ao caso que abalou o mercado financeiro brasileiro. Em uma nova ofensiva da Operação Disclosure, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo para aprofundar as investigações sobre o rombo estimado em R$ 24 bilhões nas contas da Americanas.

O caso, que já figura entre os maiores escândalos corporativos do país, ganhou um novo capítulo com a ampliação do foco das apurações. Além de ex-executivos da varejista, a operação passou a atingir integrantes do grupo controlador da empresa e executivos ligados a algumas das maiores instituições financeiras privadas do Brasil.

Ao todo, foram expedidos nove mandados de busca, incluindo buscas pessoais. Entre os alvos estão ex-dirigentes da companhia, conselheiros e representantes de grandes bancos que, segundo a investigação, poderiam ter conhecimento das supostas irregularidades registradas ao longo de vários anos nos balanços financeiros da empresa.

A apuração aponta para um esquema que teria mascarado a verdadeira situação econômica da varejista. Entre os principais pontos investigados estão operações financeiras conhecidas como risco sacado e registros relacionados às chamadas verbas de propaganda cooperada. De acordo com os investigadores, esses mecanismos teriam sido utilizados para esconder dívidas, inflar resultados e apresentar ao mercado uma realidade financeira distante da situação efetiva da companhia.

A gravidade do caso levou a Justiça Federal a autorizar o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões. A medida busca preservar recursos para eventual ressarcimento dos prejuízos apontados durante a investigação.

Os investigadores também apuram se houve ganhos indevidos com bônus milionários e valorização artificial das ações da empresa. Enquanto a coleta de provas avança, o escândalo segue expondo uma engrenagem que, segundo a suspeita das autoridades, operou durante anos longe dos holofotes.


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