Ação conjunta do Ministério Público e da Polícia Federal cumpre 11 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão para apurar esquema de corrupção
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| Operação cumpre mandados de prisão e busca contra policiais civis suspeitos de manipular investigações em São Paulo. Foto: Ilustração/Gerada por IA. |
Uma operação que está sendo realizada na manhã desta quinta-feira (5) investiga o envolvimento de policiais civis do estado de São Paulo em um esquema de corrupção que inclui fraude processual, manipulação de investigações policiais e destruição de provas. Ao menos quatro policiais civis — entre eles um delegado — foram presos preventivamente durante a ação. Outros sete mandados de prisão também estão sendo cumpridos. A ofensiva é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em conjunto com a Polícia Federal (PF).
De acordo com as investigações, o grupo investigado teria estruturado um sistema voltado a garantir a continuidade de atividades criminosas e impedir a responsabilização penal de seus integrantes. A organização seria formada por doleiros, operadores financeiros e indivíduos com histórico de atuação em esquemas de lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas eram feitos a agentes públicos em troca de interferência direta em procedimentos investigativos.
As apurações indicam que integrantes do grupo utilizavam mecanismos para alterar o andamento de inquéritos policiais, manipular provas e até mesmo promover o desaparecimento de elementos considerados relevantes para investigações em curso. A atuação, conforme apontado pelos órgãos responsáveis pela operação, teria permitido que integrantes da organização criminosa evitassem a responsabilização judicial em diferentes casos.
No total, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo repartições policiais. A operação também executa 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relacionados a medidas cautelares diversas da prisão. As ordens judiciais atingem policiais civis, advogados e outros suspeitos de integrar a estrutura criminosa.
Segundo o Ministério Público, o objetivo da operação é desarticular o sistema de proteção que teria sido criado dentro da própria estrutura pública para beneficiar atividades ilegais, além de reunir elementos que permitam responsabilizar criminalmente todos os envolvidos.
Como desdobramento da investigação, foi definida, em reunião com a Corregedoria da Polícia Civil, a realização de correições extraordinárias nas unidades policiais mencionadas no inquérito. A medida busca identificar eventuais irregularidades administrativas e verificar se outras práticas ilícitas ocorreram nas repartições.


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