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Bárbaro até o fim: autor confesso de feminicídio é achado morto enforcado na prisão

Preso após matar a ex-companheira com requintes de crueldade e desrespeitar medida protetiva, homem foi achado sem vida em cela no interior paulista;

À esquerda, Bárbara Denise Folha de Oliveira, vítima de um feminicídio brutal em São Vicente; à direita, Manoel Ferro de Melo, que confessou o crime e foi encontrado morto na prisão
À esquerda, Bárbara Denise Folha de Oliveira, vítima de um feminicídio brutal em São Vicente; à direita, Manoel Ferro de Melo, que confessou o crime e foi encontrado morto na prisão. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O homem que confessou ter assassinado a ex-mulher em um crime de extrema brutalidade, em São Vicente, foi encontrado morto dentro da cela onde estava sozinho em uma penitenciária no interior de São Paulo. A morte foi constatada na última sexta-feira (3), na Penitenciária de Tupi Paulista, e agora também virou alvo de apuração.

Manoel Ferro de Melo, de 38 anos, havia se entregado à polícia dois dias após o feminicídio de Bárbara Denise Folha de Oliveira, de 34, proprietária de uma clínica de bronzeamento artificial e mãe de um adolescente. O crime, descoberto em 20 de janeiro deste ano, expôs uma cena de violência que ultrapassou a barbárie: além de matar a ex-companheira por asfixia mecânica, mediante esganadura, o agressor ainda introduziu um cartão na genitália da vítima e espalhou moedas ao redor do corpo.

Bárbara foi encontrada nua no quarto do apartamento onde vivia, no bairro Samaritá. A perícia apontou marcas no pescoço, sinais de agressão no rosto e a presença de um saco plástico com manchas de sangue ao lado do corpo, objeto que pode ter sido usado para acelerar a asfixia. O cenário descrito no laudo escancarou não apenas a crueldade do assassinato, mas também o rastro de ameaça que já cercava a vítima.

Manoel já era alvo de medida protetiva com base na Lei Maria da Penha. Ele deveria manter distância de Bárbara, a quem, segundo a investigação, já havia agredido e ameaçado. Com ficha criminal extensa e condenações anteriores por crimes graves, ele entrou imediatamente no radar da Polícia Civil.

Mesmo assim, o desfecho foi o pior possível.

Na prisão, segundo relato de policiais penais, o detento foi encontrado “enforcado” na cela. O caso foi registrado como morte suspeita, e a perícia foi requisitada para esclarecer o que de fato ocorreu. A Secretaria da Administração Penitenciária informou que abriu procedimento para investigar as circunstâncias da morte. A unidade onde ele estava tem capacidade para 841 presos, mas abrigava 1.501 até esta segunda-feira (7).


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