Confusão no Mercadão Atacadista da Nova Mirim terminou com comerciante internado, funcionário ferido, caso registrado como lesão corporal e uma sombra incômoda sobre a relação de cortesia entre mercados e agentes públicos
A noite de domingo terminou em pancadaria, sangue no rosto e hospital para um cliente dentro de um mercado em Praia Grande. O comerciante Kauê Costa, de 34 anos, foi agredido por dois funcionários do Mercadão Atacadista, no bairro Nova Mirim, após uma confusão na saída do estabelecimento.
O caso começou, segundo o registro oficial, quando o cliente tentou deixar o mercado de motocicleta por uma passagem proibida. Kauê, porém, sustenta outra versão: afirma que, depois das compras, tentou sair pelo único ponto disponível naquele momento, já que as demais portas estariam fechadas. Ao descer da moto, teria pisado sem querer no pé de um controlador de acesso. A partir dali, a discussão virou confronto.
O cliente diz ter sido empurrado primeiro e, em seguida, atacado também por outro funcionário que teria vindo por trás. Ferido, com marcas visíveis no rosto, ele foi levado ao Hospital Irmã Dulce, onde permaneceu internado por causa das lesões. O homem relatou estar abalado, disse sentir vergonha da própria condição física e afirmou que pretende buscar imagens das câmeras e testemunhas para contestar a versão apresentada pelos funcionários.
Do outro lado, um funcionário de 46 anos também ficou ferido e declarou que o cliente teria desrespeitado a proibição de passagem e iniciado as agressões, exigindo a intervenção da segurança.
A Guarda Civil Municipal atendeu a ocorrência e classificou a situação como troca de agressões entre o cliente e dois funcionários. Todos foram liberados após o registro por lesão corporal na Central de Polícia Judiciária de Praia Grande.
Há ainda um ponto sensível que não pode ser varrido para baixo do tapete. Conforme apuração feita pela reportagem, guardas civis costumam almoçar em grandes mercados da cidade, inclusive em estabelecimentos desse perfil, como forma de cortesia. A prática, ainda que tratada como gentileza, abre uma fresta perigosa: agentes responsáveis por zelar pela segurança pública não deveriam manter qualquer tipo de relação que possa colocar sob suspeita a imparcialidade de uma ocorrência.
No fim, o que saiu do caixa não foi apenas uma compra. Foi um caso de polícia, um cliente hospitalizado, versões em choque e uma pergunta pesada pairando sobre Praia Grande: quem fiscaliza a linha entre cortesia e influência?

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