Imóvel na Favela do Pantanal era utilizado como laboratório clandestino para preparo e armazenamento de drogas; operação mobilizou diversas equipes
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| Materiais apreendidos em imóvel usado como “casa bomba” na Favela do Pantanal, em Santos. Foto: Divulgação/Polícia Civil. |
Um homem foi preso por associação ao tráfico de drogas na manhã de segunda-feira (30), durante uma operação da Polícia Civil na Favela do Pantanal, em Santos. A ação, realizada por volta das 6h, ocorreu durante o cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão e contou com a atuação integrada de policiais do 1º, 3º e 5º Distritos Policiais. O caso chama atenção pela estrutura encontrada no local, utilizada para abastecer pontos de venda de entorpecentes na região.
De acordo com a investigação, o imóvel alvo da operação funcionava como uma chamada “casa bomba” — termo utilizado pelas forças de segurança para designar locais destinados ao preparo, fracionamento e armazenamento de drogas em larga escala. No momento da chegada das equipes, um homem foi abordado nas proximidades exercendo a função de “olheiro”, responsável por monitorar a movimentação policial com o auxílio de rádio comunicador.
Durante as buscas no interior do imóvel, os agentes localizaram uma estrutura considerada completa para a manipulação de entorpecentes. Foram apreendidos itens como estufa, balança de precisão, recipientes com vestígios de substâncias ilícitas e insumos utilizados na preparação das drogas. A operação contou ainda com o apoio de cães farejadores, que auxiliaram na localização de uma quantidade significativa de entorpecentes, incluindo cocaína, ecstasy e maconha.
Além das drogas, também foram recolhidos materiais utilizados para embalo, rádios comunicadores e anotações relacionadas à contabilidade do tráfico, indicando a organização e o controle das atividades ilícitas no local.
O suspeito detido foi conduzido à unidade policial, onde teve a prisão em flagrante ratificada por associação ao tráfico de drogas. As investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e a extensão da rede criminosa que atuava na região.
A Polícia Civil reforça que denúncias anônimas podem contribuir para o avanço das investigações e para o combate ao crime organizado na Baixada Santista. Informações podem ser repassadas de forma sigilosa por canais oficiais.


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