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PL fecha fileiras por Rosana Valle e esquenta guerra interna após ataque de ex-candidata em São Vicente

Executiva estadual reagiu às acusações de Aninha Ferreira e afirmou que definição de candidaturas para 2026 cabe à direção do partido

À esquerda, a deputada federal e presidente estadual do PL Mulher; à direita, a ex-candidata a vereadora que questiona sua exclusão da disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026
À esquerda, a deputada federal e presidente estadual do PL Mulher; à direita, a ex-candidata a vereadora que questiona sua exclusão da disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A briga que começou nos bastidores do PL agora ganhou o palco público. E a direção estadual do partido decidiu entrar em campo para defender Rosana Valle depois das novas críticas disparadas por Aninha Ferreira, de São Vicente.

A ex-candidata queria disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, mas acabou fora da composição do partido. Desde então, passou a atribuir à deputada federal responsabilidade pelo que classificou como boicote e perseguição. A acusação colocou duas figuras do PL da Baixada Santista em rota de colisão. 

O episódio voltou a ferver na quarta-feira (12), quando Aninha criticou Rosana durante uma entrevista publicada no YouTube. Entre os ataques, questionou a atuação da deputada no comando do PL Mulher paulista e fez críticas pessoais à parlamentar.

A resposta veio dois dias depois. Em nota divulgada na sexta-feira (14), a Executiva Estadual do PL afirmou que a escolha de candidatos, a formação das chapas e as estratégias eleitorais são atribuições das instâncias partidárias, seguindo as orientações da direção nacional.

Na prática, a direção estadual tirou o foco de Rosana e colocou a decisão no colo da estrutura partidária.

Aninha ganhou projeção nas eleições municipais de 2024. Candidata a vereadora pelo PL em São Vicente, recebeu 3.433 votos, o equivalente a 2,01% dos votos válidos, e terminou como a mulher mais votada daquela disputa para o Legislativo vicentino. Não assumiu uma cadeira porque o partido não alcançou o quociente eleitoral necessário.

Rosana, por sua vez, está no segundo mandato na Câmara Federal e preside o PL Mulher de São Paulo desde 2023. Em 2022, foi reeleita com 216.437 votos.

Agora, com as eleições de 2026 se aproximando, a disputa que começou por uma candidatura virou uma crise política dentro do próprio PL. E o recado da direção estadual foi direto: divergências devem ser tratadas internamente, com unidade e disciplina partidária.

A legenda também declarou solidariedade a Rosana Valle.


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