Conselho de Medicina queria apuração que poderia abrir caminho para cassação de Eduarda Campopiano após entrada em área restrita da UPA Quietude
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| Sessão na Câmara de Praia Grande terminou em tensão após vereadores rejeitarem pedido do Cremesp contra Eduarda Campopiano. Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
A guerra entre fiscalização política e rotina hospitalar explodiu de vez em Praia Grande. A Câmara Municipal rejeitou o pedido do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo que tentava abrir uma investigação contra a vereadora Eduarda Campopiano (PL), acusada de provocar tumulto dentro da UPA Quietude ao entrar em áreas restritas da unidade acompanhada de assessores.
O requerimento apresentado pelo presidente do Cremesp, Angelo Vattimo, colocava pressão direta sobre o mandato da parlamentar. A alegação era pesada: segundo o conselho, a entrada sem aviso prévio comprometeu o atendimento médico e abalou a rotina da equipe da unidade de saúde.
O episódio aconteceu no mês passado e virou combustível para um embate explosivo entre fiscalização parlamentar e limites dentro de hospitais públicos. O clima esquentou ainda mais após vereadores discutirem até onde um parlamentar pode avançar ao tentar vistoriar serviços de saúde.
Durante a sessão, a vereadora Janaina Ballaris (União) afirmou que há entendimento da Justiça de que parlamentares não podem acessar áreas restritas sem autorização. Mesmo assim, disse considerar que esse limite acaba atingindo a função fiscalizatória dos vereadores. Ela também declarou que eventuais ofensas a médicos deveriam ser tratadas na Justiça, e não por meio de um pedido de cassação.
No centro da crise, Eduarda Campopiano rebateu o ataque. A parlamentar questionou como seria possível fiscalizar uma unidade de saúde sem entrar nos setores internos. Disse ainda que recebeu autorização para acessar os locais e garantiu que os vídeos gravados tiveram rostos e crachás de profissionais borrados antes da divulgação nas redes sociais.
A rejeição do pedido enterrou, ao menos por enquanto, a tentativa de transformar a confusão na UPA em uma ameaça formal ao mandato da vereadora.

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