O esquema de tele-entrega que abastecia o litoral com cocaína, maconha e ice desmorona após cerco fechado da polícia na Vila Atlântica
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| Balanças de precisão, celulares e caderno com a contabilidade do tráfico apreendidos com o gerente do "disk drogas" na Vila Atlântica. Foto: Reprodução. |
O crime não tira férias no litoral, mas a central que abastecia o vício na Baixada Santista acabou de sair do ar. Um jovem de 24 anos, apontado como o gerente de um sofisticado esquema de 'disk drogas', foi arrancado de circulação dentro de um apartamento na Vila Atlântica, em Mongaguá. O endereço, que deveria ser de descanso, funcionava como o quartel-general de um serviço de tele-entrega de entorpecentes que operava a todo vapor na região.
A queda do império do tráfico começou a ser desenhada na última quinta-feira. Campados sob o sol e o movimento das ruas, investigadores vigiavam cada passo, cada entrada e cada saída do condomínio de onde partiam as ordens e as entregas. Quando a farsa não resistiu mais ao cerco, os policiais invadiram o local e deram voz de prisão em flagrante ao operador do sistema.
O cenário encontrado atrás das portas confirmou a engrenagem do crime organizado. No balanço do bote, a polícia recolheu quatro porções a granel de cocaína pura, 66 porções de maconha e duas porções de ice — a droga sintética de alto valor no mercado paralelo. Além do veneno pronto para distribuição, o faturamento imediato em dinheiro miúdo, duas balanças de precisão e dois celulares que não paravam de tocar estavam sobre a mesa.
O golpe de misericórdia na organização, no entanto, veio com a apreensão de dois cadernos de anotações. Neles, a contabilidade fria do tráfico expõe nomes, valores e a rota do dinheiro ilícito que alimenta a criminalidade na Baixada. Todo o material e o acusado foram levados ao distrito policial. As grades fecharam, a linha do disque-pó emudeceu e o gerente do crime agora espera o julgamento atrás das grades.


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