Histórico de violência, medida protetiva descumprida e discussão dentro de casa acabaram em tragédia. Polícia apontou, em análise inicial, legítima defesa
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| Faca, histórico de violência e uma medida protetiva antecederam a morte de um homem durante uma discussão em Cubatão. O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Foto: Reprodução. |
O que começou como mais um dia de jogo da Seleção Brasileira terminou com uma morte dentro de uma residência em Cubatão. Um homem foi atingido por uma facada no peito durante uma briga com a companheira e morreu após ser levado ao Pronto-Socorro Central.
Logo depois do golpe, a mulher saiu em busca de ajuda. Uma vizinha contou que ela bateu à porta desesperada, afirmando ter esfaqueado o companheiro e pedindo que o Samu fosse acionado. Mesmo socorrido, o homem não resistiu aos ferimentos.
Horas mais tarde, a autora se apresentou espontaneamente na delegacia e relatou a sequência de acontecimentos. Segundo seu depoimento, ela e a vítima tiveram um relacionamento anos atrás, do qual nasceu uma filha, e retomaram a convivência há cerca de dois anos.
A mulher afirmou que o companheiro era agressivo, consumia bebida alcoólica com frequência e já havia sido alvo de uma medida protetiva concedida em seu favor no fim de 2025. Apesar da decisão judicial, o casal voltou a morar junto pouco tempo depois.
Ainda conforme sua versão, o homem passou os dois dias anteriores ingerindo álcool. Durante a partida da Seleção, uma crise de ciúmes teria desencadeado novas agressões físicas, incluindo tapas, enforcamento e puxões de cabelo. Ao tentar deixar o imóvel, ela afirmou que o companheiro pegou uma barra de ferro e avançou em sua direção.
Nesse momento, segundo o relato prestado à Polícia Civil, ela pegou uma faca na cozinha e desferiu um único golpe no peito do homem para se defender.
A investigação confirmou a existência da medida protetiva e, em avaliação preliminar, entendeu que há indícios de que a mulher tenha agido em legítima defesa, sem excesso. Por isso, ela não foi presa em flagrante. O caso foi registrado como homicídio e legítima defesa.

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