Mandado em estabelecimento comercial leva à apreensão de 230,6 gramas de joias, relógios, reagentes e balança; investigação mira os elos que recolocam bens roubados e furtados no mercado
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| Joias, relógios, dinheiro e instrumentos de avaliação de metais foram recolhidos durante a operação realizada em Guarujá. Foto: Divulgação/Polícia Civil. |
Uma ordem judicial levou a Polícia Civil a um estabelecimento comercial de Guarujá nesta quinta-feira (17) e terminou com 62 peças de joalheria apreendidas. O lote somou 230,6 gramas. Ao lado dele, os agentes encontraram relógios, reagentes químicos, balança digital e instrumentos para identificar metais. A combinação agora está no centro de uma investigação sobre o caminho percorrido por joias roubadas e furtadas na Baixada Santista.
A batida foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais de Santos, braço da Deic do Deinter 6. O mandado de busca e apreensão partiu da Vara das Garantias de Santos. A ofensiva tenta atingir não apenas quem aborda vítimas em ruas, centros comerciais e na orla, mas também os pontos suspeitos de receber e recolocar os bens no mercado.
No estabelecimento, foram recolhidos cordões, pulseiras e anéis de metal amarelo e prateado, brincos variados e colares semelhantes a pérolas. A lista ainda inclui quatro relógios, duas engrenagens, três frascos com reagentes, medidores de anéis e outros instrumentos usados na avaliação de metais.
Os policiais também levaram cadernos com anotações, recibos, ordens de serviço, um iPhone 8, R$ 610, US$ 9, € 7 e duas folhas de cheque. Cada documento e objeto poderá ajudar a reconstruir a circulação das peças e revelar eventuais conexões comerciais.
Uma extensão da ordem judicial foi cumprida em uma residência vinculada ao investigado, também em Guarujá. Nenhum material ilícito foi encontrado no imóvel.
Todo o conjunto apreendido seguiu para a sede da 1ª DIG, em Santos, sob cadeia de custódia. O investigado compareceu à delegacia acompanhado de advogado, permaneceu em silêncio e informou que falará apenas em juízo. Agora, a apuração terá de separar procedência regular de possível produto de crime — e medir até onde chega a rota que transforma joia tomada nas ruas em mercadoria de balcão.


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