Mergulhadores da PF e da Marinha vasculharam um compartimento submerso da embarcação atracada e voltaram com tabletes da droga
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| Tabletes de cocaína apreendidos em compartimento submerso de navio atracado no Porto de Santos. Foto: Divulgação/Polícia Federal. Arte: Alberto Presecatan. |
A cocaína estava onde ninguém costuma olhar: debaixo d'água. Cerca de 33 quilos, embalados em tabletes, escondidos num compartimento submerso de um navio atracado no Porto de Santos, o maior do país.
O flagrante veio na terça-feira (27), durante uma inspeção feita por mergulhadores da Polícia Federal e da Marinha do Brasil. Eles desceram, acessaram o espaço escondido da embarcação e trouxeram à superfície um volume com a substância de aparência suspeita. Não demorou para a dúvida acabar. Os exames periciais confirmaram que se tratava de cocaína.
Tudo foi apreendido. Nada ficou para trás.
Agora, a PF vai abrir inquérito policial para reconstituir o que aconteceu a bordo, identificar os responsáveis e checar se a carga tem ligação com organizações criminosas do tráfico internacional de drogas. É o tipo de investigação que costuma começar na água e terminar longe do cais.
O mistério, por ora, pesa mais que a apreensão. A Polícia Federal não informou se há suspeitos, nem de onde a carga partiu, nem para onde seguiria. Os 33 quilos estão nas mãos da polícia, mas a cadeia que os colocou naquele compartimento continua submersa.


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