Força-tarefa vistoriou nove estabelecimentos e interditou pontos com irregularidades; fiscalização mirou o comércio ilegal
Cinco ferros-velhos foram lacrados em Praia Grande. A ofensiva, realizada na quinta-feira (15), atingiu estabelecimentos irregulares e colocou sob fiscalização um dos pontos sensíveis da cadeia de crimes patrimoniais: o destino de materiais furtados e roubados.
Ao todo, nove locais passaram por vistoria. O resultado foi direto: três estabelecimentos acabaram interditados por furto de energia elétrica, constatado com apoio de técnicos de empresas privadas. Outros dois foram fechados por falta de alvará de funcionamento.
A operação reuniu a Guarda Civil Municipal (GCM), a Polícia Militar e equipes de diferentes setores da Prefeitura, incluindo Urbanismo, Meio Ambiente e Trânsito. Também houve verificação de instalações elétricas e de possíveis materiais pertencentes a companhias de telefonia.
A mira da fiscalização vai além da documentação dos comércios. Fios de cobre, medidores de água e energia, portões e celulares estão entre os objetos que podem parar em estabelecimentos de compra e venda de sucata depois de serem furtados ou roubados. Combater a receptação significa atingir também quem dá saída comercial a produtos de origem criminosa.
O comandante da GCM, Antônio Carlos Boscayno Teixeira, afirmou que as ações terão continuidade e ressaltou que o trabalho não se limita às operações concentradas. Segundo ele, o patrulhamento preventivo também é mantido para ampliar a segurança dos moradores.
A legislação brasileira prevê pena de reclusão de três a oito anos e multa para a receptação qualificada praticada no exercício de atividade comercial ou industrial, conforme as circunstâncias previstas no Código Penal.
O balanço da força-tarefa deixa um alerta para o setor: além de verificar a procedência dos materiais comercializados, as autoridades estão conferindo se os estabelecimentos cumprem as exigências legais para funcionar.
Em Praia Grande, a fiscalização agora coloca sob pressão os pontos comerciais que operam fora das regras e reforça o combate ao circuito que transforma produtos furtados em mercadoria.


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