Ataque à base da Polícia Militar Ambiental atingiu viatura e muro da unidade; terceiro homem foi baleado após tentar atirar contra policiais
Dois homens mortos, um terceiro baleado e uma base policial atingida por disparos. A sequência de violência na região do Santa Rosa, em Guarujá, terminou com tiros contra uma instalação da Polícia Militar Ambiental e mais uma intervenção armada na noite de sexta-feira (16).
O primeiro confronto ocorreu durante patrulhamento de equipes do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior pela comunidade Santa Rosa. Segundo a corporação, os policiais avistaram homens armados e houve troca de tiros.
Dois suspeitos foram atingidos. Um deles, de 18 anos, morreu no próprio local. O outro, de 23, chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Santo Amaro, mas não resistiu aos ferimentos.
Na ocorrência, os policiais apreenderam duas pistolas — uma de calibre .40 e outra de 9 milímetros — ambas com a numeração raspada. Uma mochila com entorpecentes também foi recolhida.
Base ambiental vira alvo
A violência não terminou com o primeiro confronto. Ainda naquela noite, um homem passou em frente à base da Polícia Militar Ambiental, na Avenida Manoel da Cruz Michael, e abriu fogo. Os disparos atingiram uma viatura e o muro da instalação.
De acordo com a PM, o atirador fugiu em direção à comunidade, mas foi localizado por uma equipe do 21º BPM/I que prestava apoio ao policiamento ambiental. Durante a abordagem, conforme a versão policial, ele tentou disparar contra os agentes e acabou baleado.
O homem foi socorrido com vida pelo Samu e encaminhado para atendimento médico. Até o momento, não há informação sobre seu estado de saúde.
Com ele, os policiais apreenderam uma pistola Glock G17, calibre 9 milímetros, também com a numeração raspada. A corporação informou que o suspeito tinha antecedentes criminais por tráfico de drogas e outros delitos previstos na Lei de Drogas.
Perícia vai apurar os confrontos
Os dois locais foram preservados para perícia e as ocorrências foram apresentadas à Polícia Civil. A Polícia Militar informou ainda que instaurou Inquéritos Policiais Militares para investigar as circunstâncias das intervenções.
Em nota, a corporação relatou a presença de barricadas, pichações alusivas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e estruturas usadas para dificultar a entrada de policiais na região.


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