MPSP moveu ação contra membro do quadro de saúde de Caraguatatuba que "trabalhava" esquiando e deixava plantão no exterior
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| O médico folgado: esquiando nas montanhas enquanto sua licença-saúde virava folga internacional. Enquanto isso, a população aguardava por atendimento médico. |
Um médico que parecia ter descoberto a fórmula secreta para enriquecer sem sair do sofá, enquanto a população clamava por atendimento médico, viu seus dias de bonança chegarem ao fim. O profissional, que ostentava o cargo de servidor público em Caraguatatuba, teve seus bens móveis e imóveis bloqueados após passar quatro anos recebendo uma remuneração substancial sem sequer pisar no hospital municipal.
A liminar, datada de 12 de dezembro, foi pedida pela Promotoria de Justiça local, que não poupou críticas ao "médico maratonista" em suas razões. O indivíduo, que deveria estar salvando vidas, viu sua licença-saúde transformar-se em uma espécie de folga prolongada, com direito a esqui, segundo investigações.
O enredo dessa novela de improbidade administrativa começou em 2016, quando o médico solicitou afastamento por motivo de saúde, com direito à remuneração integral do cargo. O que deveria ser um período de recuperação tornou-se uma longa temporada de atividades físicas, viagens internacionais e posts nas redes sociais ostentando uma vida de luxo.
A diligente Promotoria de Justiça de Caraguatatuba desvendou o mistério por trás das alegações de saúde do médico folgado. Em uma reviravolta surpreendente, descobriu-se que o mesmo estava não só saudável como também se mantinha ativo em sua clínica particular durante todo o período de licença. Ao invés de atender aos pacientes do sistema público, ele preferia os clientes de seu consultório particular, talvez por acreditar que esquiar e examinar pacientes eram atividades igualmente compatíveis.
A Polícia Federal, acionada para auxiliar nas investigações, revelou que o médico não apenas esquiava, mas também possivelmente desfrutava da cidadania americana, saindo frequentemente do país para "trabalhar" em seus compromissos internacionais.
O desfecho dessa trama vergonhosa veio recentemente, quando o "doutor mordomia" foi demitido do serviço público após a instauração de um procedimento administrativo. Agora, a Promotoria pede, no mérito da ação, a condenação do médico conforme a Lei de Improbidade Administrativa. Entre as sanções solicitadas, destaca-se a perda definitiva dos bens ilicitamente acumulados, uma multa astronômica e a suspensão dos direitos políticos do folgado por até 14 anos.
O caso revela não apenas a audácia individual, mas também ressalta a necessidade de uma fiscalização mais eficiente no serviço público. Enquanto a população espera por atendimento médico, alguns "profissionais da saúde" preferem esquiar pelo mundo a cumprir suas obrigações. Resta saber se a justiça será capaz de curar essa malandragem em nome da ética e do compromisso com a sociedade.

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