Governo troca o chefe da PMSP, tira José Augusto Coutinho do posto e coloca, pela primeira vez na história da corporação, uma mulher no cargo mais alto
A Polícia Militar de São Paulo amanheceu com a cúpula mexida. O governo decidiu trocar o comando-geral da corporação e escolheu a coronel Glauce Anselmo Cavalli para assumir o posto mais alto da instituição. É uma mudança de peso dentro de uma das engrenagens mais rígidas e simbólicas do aparelho de segurança do estado.
A troca encerra a passagem de José Augusto Coutinho no comando e abre um capítulo inédito: pela primeira vez, uma mulher chega ao topo da PM paulista. O movimento não é apenas administrativo. Ele mexe com a estrutura, com a hierarquia e com a imagem de uma corporação historicamente marcada por comandos masculinos.
Até aqui, Glauce estava à frente da Diretoria de Logística da Polícia Militar, setor estratégico dentro da máquina da corporação. Antes disso, também comandou o Centro de Comunicação Social da PM, trajetória que a colocou em postos de visibilidade e responsabilidade dentro da instituição.
A escolha carrega forte peso simbólico e institucional. Em uma polícia com tradição dura, cultura interna fechada e cadeia de comando fortemente vertical, a nomeação rompe uma barreira que atravessou décadas sem ser tocada. A mudança, por si só, já projeta impacto dentro e fora dos quartéis.
No centro dessa virada está uma decisão política com efeito imediato sobre o comando da maior força policial do estado. Quando o governo muda a cabeça da PM, o recado não fica restrito ao gabinete. Ele desce pela tropa, reverbera na segurança pública e reposiciona a imagem da corporação diante do estado inteiro.


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