Força-tarefa começa nesta sexta-feira e promete apertar a fiscalização sobre som alto, adegas, tabacarias e lojas de conveniência, com risco de multa e apreensão
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| Mongaguá intensifica a fiscalização contra som alto e comércio fora do horário na véspera do feriado. Foto: Gabriela Freitas/Prefeitura de Mongaguá. |
Mongaguá vai entrar no feriado com a fiscalização na rua e o recado já foi dado sem rodeio: som alto fora da hora e comércio funcionando além do permitido vão cair no radar da Prefeitura a partir desta sexta-feira, 17 de abril.
A ofensiva mira dois pontos que costumam acender a irritação de moradores, especialmente em períodos de maior movimento na cidade: a perturbação causada pelo excesso de ruído e o funcionamento irregular de estabelecimentos durante a madrugada. Com a proximidade do feriado de Tiradentes e a expectativa de aumento no fluxo de pessoas, o município decidiu endurecer a cobrança.
A força-tarefa foi alinhada em reunião de planejamento realizada na segunda-feira, 13 de abril, com integrantes do governo municipal e áreas ligadas à fiscalização, administração e ouvidoria. A operação coloca nas ruas fiscais, agentes de trânsito e a Guarda Civil Municipal para reforçar o cumprimento das leis locais.
Na prática, o foco será direto. O uso de som deverá respeitar o limite das 22 horas. Depois desse horário, só será admitido som ambiente no interior dos estabelecimentos, desde que não ultrapasse o limite do razoável e não transforme a noite do morador em tormento. O problema, segundo a administração, não é a existência do som, mas o excesso que invade casas, rompe o descanso e alimenta queixas.
Outro alvo são adegas, tabacarias e lojas de conveniência, que devem encerrar o atendimento à meia-noite. Estender o funcionamento até as 3 horas só será possível em situações específicas, com autorização própria e aval da área de Segurança Pública.
Quem descumprir as regras pode receber notificação, multa, apreensão de equipamentos e até ter o comércio lacrado. No pano de fundo da operação, está uma disputa antiga das cidades litorâneas em épocas de feriado: manter a economia girando sem transformar o direito ao lazer em abuso contra quem vive ali o ano inteiro.


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