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Epidemia em Praia Grande: Estado de emergência contra a dengue é decretado

 Prefeitura busca soluções em meio à negligência histórica no combate às arboviroses

Prefeita Raquel Chini lidera reunião crucial para combate à dengue em Praia Grande, evidenciando esforços em meio à crise sanitária.

Na dura batalha contra o Aedes aegypti, vilão conhecido das arboviroses urbanas, a Prefeitura de Praia Grande se vê obrigada a declarar estado de emergência em saúde pública. A medida, tomada na última sexta-feira (08), carrega consigo o peso de anos de inércia e descaso com a saúde dos cidadãos, agora refletidos em uma crise sanitária de proporções alarmantes.

A decisão da administração municipal chega tardiamente, após o decreto emitido pelo Governo do Estado de São Paulo na última terça-feira (05). Tal procrastinação ressalta a falta de planejamento e a ausência de políticas públicas efetivas para lidar com uma ameaça tão previsível como a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A prefeita Raquel Chini assina o decreto e, finalmente, aponta esforços para criar o Centro de Enfrentamento das Arboviroses Urbanas de Praia Grande (CEAU-PG). No entanto, é difícil não questionar: por que somente agora? Por que apenas diante da pressão do Estado?

A criação do CEAU-PG é um passo necessário, mas não suficiente. Enquanto o poder público se mobiliza, a população sofre as consequências da negligência crônica, enfrentando uma epidemia que poderia ter sido evitada com medidas simples e contínuas de prevenção.

A primeira reunião do CEAU-PG, realizada na tarde da última sexta-feira, é um sinal de que, finalmente, algo está sendo feito. Porém, a apresentação de um panorama da situação atual da dengue na cidade apenas reforça a dimensão do problema que poderia ter sido minimizado com ações preventivas e investimento em saúde pública ao longo dos anos.

Enquanto isso, a população de Praia Grande continua a enfrentar os riscos de uma epidemia que poderia ter sido evitada. O Estado de Emergência em saúde pública é uma medida urgente, mas não pode servir como justificativa para a inação dos órgãos competentes durante tanto tempo.

Resta agora à população, além de enfrentar a dengue, também exigir responsabilidade e prestação de contas por parte daqueles que foram eleitos para zelar pelo bem-estar coletivo.



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