Em ação sigilosa, agentes encontram drogas em residência abandonada; investigações avançam para desvendar rede de tráfico no litoral paulista
Na última segunda-feira (27), uma operação da Polícia Civil de Guarujá resultou na apreensão de 25,3 kg de maconha no Morro do Canta Galo, região conhecida por sua complexidade geográfica e histórica ligação ao tráfico de drogas. A ação, que faz parte de uma investigação mais ampla sobre o comércio ilegal de entorpecentes na Baixada Santista, revelou detalhes surpreendentes sobre os métodos utilizados por traficantes para ocultar grandes quantidades de drogas.
Os 35 tijolos de maconha foram encontrados escondidos sob uma máquina de lavar em uma casa localizada no Sítio Pae Cará, bairro de Vicente de Carvalho. A residência, que aparentava estar abandonada, chamou a atenção dos agentes após a descoberta de invólucros de drogas espalhados pelo chão nas proximidades. O forte odor de maconha no local foi o primeiro indício que levou os policiais a adentrar o imóvel, que estava com a porta entreaberta.
De acordo com fontes da Polícia Civil, a operação foi desencadeada após semanas de investigações que apontaram para a existência de uma grande quantidade de drogas armazenadas no Morro do Canta Galo. A região, que já foi palco de outras apreensões significativas, é considerada estratégica para o tráfico devido à sua localização e difícil acesso.
Ao entrarem na casa, os agentes não encontraram nenhum suspeito no local, o que sugere que o imóvel era utilizado apenas como depósito. A maconha estava acondicionada em tijolos, forma comum de transporte e armazenamento de grandes quantidades da droga. Todo o material foi apreendido e encaminhado para perícia, enquanto as investigações seguem em andamento para identificar os responsáveis pela operação.
A Polícia Civil não descarta a possibilidade de que a casa fosse parte de uma rede maior de distribuição de drogas, que pode envolver outros pontos de armazenamento e indivíduos ainda não identificados. As investigações estão em estágio avançado, e os agentes trabalham com a hipótese de que os responsáveis pelo depósito tenham ligações com facções criminosas que atuam no litoral paulista.
Enquanto isso, a apreensão no Morro do Canta Galo reacende o debate sobre o combate ao tráfico de drogas em áreas de difícil acesso e a necessidade de políticas públicas mais eficazes para enfrentar o problema. A ação policial, embora bem-sucedida, deixa claro que o desafio de desarticular redes criminosas permanece complexo, multifacetado e longe do fim.


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