Entorpecente estava oculto em contêiner com destino à Europa e foi localizado com apoio de cães farejadores durante fiscalização de rotina
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| Tabletes de cocaína apreendidos durante fiscalização em contêiner no Porto de Santos. Foto: Divulgação/Receita Federal do Brasil. |
A Receita Federal apreendeu, nesta quarta-feira (4), uma carga de 240 quilos de cocaína no Porto de Santos. A droga estava escondida em um carregamento de 20 toneladas de óleo de soja acondicionado em latas de 18 litros e tinha como destino final Portugal. A ação ocorreu durante procedimentos regulares de vigilância aduaneira conduzidos por equipes da Alfândega de Santos, com apoio de cães farejadores.
Segundo informações oficiais, o contêiner foi selecionado para inspeção a partir de critérios técnicos de análise de risco utilizados pela Alfândega. Durante a verificação física, dois cães de faro sinalizaram positivamente para a presença de substâncias ilícitas no interior da carga. A partir do indicativo, os agentes aprofundaram a fiscalização e localizaram os tabletes do entorpecente ocultos entre as latas de óleo.
O itinerário logístico previa, antes da chegada à Europa, um transbordo no porto de Tanger Med, no Marrocos. A rota internacional evidencia a utilização de cadeias logísticas do comércio exterior para a tentativa de envio de drogas ao mercado europeu, estratégia recorrente observada em apreensões no complexo portuário santista.
De acordo com a Receita Federal, a Alfândega de Santos emprega ferramentas estratégicas de gerenciamento e análise de riscos para a seleção e o bloqueio de cargas suspeitas. O processo envolve o cruzamento de dados, avaliação de informações logísticas e análise de imagens produzidas por escâneres de contêineres, o que permite direcionar as inspeções sem comprometer a fluidez das operações de importação e exportação.
Essas técnicas, conforme o órgão, têm o objetivo de manter a agilidade do comércio exterior ao mesmo tempo em que fortalecem o combate a ilícitos aduaneiros no maior porto da América Latina. O uso integrado de tecnologia e recursos operacionais, como os cães farejadores, amplia a capacidade de detecção em meio ao grande volume diário de cargas movimentadas.
Após a confirmação da contaminação da carga, a Polícia Federal foi acionada para assumir os procedimentos de polícia judiciária da União. O material apreendido foi encaminhado para perícia, e as informações coletadas durante a ação irão subsidiar um inquérito policial destinado a identificar os responsáveis pelo envio da droga e eventuais conexões criminosas.
A Receita Federal informou que as ações de fiscalização no Porto de Santos seguem de forma contínua, com foco na prevenção e repressão a crimes transnacionais que utilizam o comércio exterior como meio de ocultação.


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