Vítima de agressão severa, homem sofreu fratura na face após ser acusado sem provas e tentar escapar da violência
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| Turista foi brutalmente espancado e bateu carro tentando fugir após ser acusado injustamente de furto na orla de Praia Grande. Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
A orla de Praia Grande foi palco de um ato de barbárie no último domingo (9), quando um vendedor de 57 anos, em visita à cidade, foi espancado por três homens após ser acusado de furtar um celular. O caso, que escancara a selvageria travestida de justiça pelas próprias mãos, culminou em um acidente de trânsito na movimentada Avenida Presidente Castelo Branco.
De acordo com o relato da vítima, ele e sua esposa haviam passado o dia na praia e retornaram ao estacionamento onde deixaram seu veículo. No local, testemunharam uma confusão que se desenrolava dentro do estabelecimento. Diante do temor da companheira, o homem apressou-se a entrar no carro para partir. Foi então que uma mulher, acompanhada de três agressores, passou a golpear o automóvel, acusando-o de ter subtraído um celular.
A tentativa de se desvencilhar da agressão rápida e feroz resultou em uma colisão com outro veículo na avenida. Mal teve tempo de reagir: os três homens arrancaram-no de dentro do carro e iniciaram um espancamento impiedoso. Socos e chutes se multiplicavam, enquanto a chave do veículo era destruída pelos agressores para impedir sua fuga. A cena dantesca se desdobrava diante de olhares inertes de transeuntes, que assistiam à sessão de espancamento sem intervir. Segundo a namorada do vendedor, a multidão presenciava a agressão sem qualquer esboço de reação, até que os ocupantes do carro atingido decidiram gritar, exigindo que cessassem as agressões.
A Polícia Militar chegou ao local, mas os agressores fugiram antes que pudessem ser identificados ou detidos. O vendedor foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levado ao Pronto-Socorro Central com uma fratura na face, além de diversos hematomas pelo corpo. Permaneceu internado até a segunda-feira (10), quando recebeu alta.
A reviravolta no caso veio com a ausência de provas. Nem a Polícia Militar, tampouco os responsáveis pelo estacionamento, apresentaram qualquer evidência do suposto furto. O celular sequer foi encontrado ou mencionado novamente após a chegada da PM. A vítima, indignada com os prejuízos, afirmou que buscará ressarcimento dos danos materiais e morais na Justiça. "Quebraram meu carro dentro do estacionamento, a dona acusava sem prova alguma, e os danos têm que ser reparados", protestou o vendedor.
A Prefeitura de Praia Grande limitou-se a informar que a ocorrência foi registrada como tumulto envolvendo dois motoristas e que um deles, ao sair de um estacionamento sem atenção, acabou colidindo. A Administração Municipal também confirmou que o SAMU prestou atendimento a uma das vítimas.
A selvageria em plena luz do dia, sem qualquer embasamento, expõe o perigo da justiça com as próprias mãos, onde acusações infundadas são suficientes para sentenças brutais. A vítima, que buscava descanso e segurança, acabou pagando um preço alto pela fúria irracional e pela omissão de quem deveria intervir.


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