Peixe precisava de uma remontada histórica, não fez um gol sequer, viu Neymar sair machucado e assistiu ao Palmeiras confirmar a vaga na semifinal
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| Neymar deixa o gramado lesionado enquanto o Santos se despede da Copa do Brasil diante da torcida na Vila Belmiro. Foto: Reprodução. |
A noite que exigia um milagre terminou com um retrato duro da realidade santista. Diante de uma Vila Belmiro lotada e pressionado pela derrota por 3 a 0 no primeiro confronto, o Santos ficou no empate sem gols com o Palmeiras nesta quarta-feira e foi eliminado da Copa do Brasil nas quartas de final.
O roteiro que já era complicado ganhou contornos ainda mais preocupantes antes mesmo do apito final do primeiro tempo. Principal esperança alvinegra para uma reação improvável, Neymar sentiu a parte posterior da coxa direita e deixou a partida no intervalo, aumentando a apreensão para a sequência da temporada.
Em campo, o Santos teve a bola por mais tempo, tentou empurrar o rival para trás e buscou acelerar o jogo, mas esbarrou em um problema que tem acompanhado a equipe em momentos decisivos: a dificuldade de transformar posse em perigo real. O controle territorial pouco incomodou o goleiro Carlos Miguel.
Enquanto isso, o Palmeiras fez exatamente o que precisava. Seguro, organizado e confortável com a larga vantagem construída no primeiro duelo, o time de Abel Ferreira apostou nos contra-ataques e administrou a classificação sem entrar em desespero.
Na volta para o segundo tempo, o Santos promoveu mudanças, aumentou a intensidade e tentou pressionar. A equipe até chegou à área adversária em algumas oportunidades, mas faltou precisão, repertório e poder de decisão. O relógio correu mais rápido do que a reação santista.
A chance de uma virada histórica nunca chegou a ganhar forma. O Palmeiras controlou os minutos finais, esfriou o jogo e confirmou a vaga na semifinal da competição nacional.
Para o Santos, ficou o peso de mais uma eliminação, a frustração de uma campanha interrompida e a nova preocupação com a condição física de Neymar em um momento em que o clube mais precisava de sua principal estrela.

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