Polícia Civil vasculha setor de compras do Paço em investigação que apura lavagem de quase R$ 1 bilhão, quiosques na orla, licitações e possível influência política
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| Polícia Civil cumpre mandado de busca e apreensão na Divisão de Compras e Contratação de Serviços da Prefeitura de Praia Grande durante a Operação Helmintos. Foto: Reprodução. |
A manhã desta quinta-feira (3) começou com a Polícia Civil dentro da estrutura administrativa da Prefeitura de Praia Grande. A Divisão de Compras e Contratação de Serviços, instalada no Paço Municipal, foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Helmintos, investigação que mira um núcleo ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeito de lavar dinheiro do tráfico e ampliar sua influência sobre negócios e a política local.
O alvo dos investigadores não é qualquer papelada. A polícia busca documentos e registros relacionados a uma licitação realizada em 2020 para a construção e exploração de quiosques na região da Orla da Aviação. Segundo a investigação, o procedimento pode ter favorecido pessoas ligadas à organização criminosa.
A apuração aponta uma engrenagem que teria movimentado perto de R$ 1 bilhão por meio de imóveis de alto padrão, empresas e estabelecimentos comerciais. Entre as frentes investigadas estão a lavagem de dinheiro, o controle de quiosques em áreas públicas, suspeitas de favorecimento em licitações e apoio financeiro a agentes políticos eleitos.
A dimensão da ofensiva também impressiona. A Justiça determinou a prisão temporária de quatro suspeitos apontados pela investigação como integrantes do esquema: Anderson Roberto Braghine, o Fio; Alexander Miguel da Silva, o Gordão; Ronaldo Yuzo Sekiya, o Japonês; e Leonildo Marinho de Andrade, o Nêne.
Outras seis pessoas são alvo de medidas de busca e apreensão. Também foram determinadas restrições patrimoniais, incluindo o sequestro de 29 imóveis vinculados aos investigados. As diligências atingem Praia Grande, Guarujá, Santo André e Santana de Parnaíba.
No centro da investigação está uma suspeita grave: dinheiro originado do narcotráfico teria encontrado caminhos para entrar no mercado legal e, paralelamente, alcançar espaços de influência econômica e política. A apuração permanece sob sigilo.

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