Ciclista MORTA por charrete em passeio na praia: Família denuncia "racha" e MISTÉRIO cerca teste de alcoolemia do condutor!
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A faixa de areia da praia de Itanhaém, palco da fatalidade que ceifou a vida de uma ciclista, expõe a fragilidade da segurança e a urgência de fiscalização. Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
A ensolarada manhã de domingo, (23), transformou-se em luto e indignação na praia de Itanhaém. Thalita Rochino, uma mulher de 37 anos, teve sua vida abruptamente interrompida ao ser atropelada por uma charrete enquanto desfrutava de um passeio de bicicleta. A fatalidade, confirmada nesta terça-feira (25/3), expõe não apenas a fragilidade da vida, mas também a negligência e a aparente falta de controle que pairam sobre a circulação de veículos de tração animal em áreas de lazer.
Segundo o boletim de ocorrência, o condutor da charrete, identificado como Rudney Gomes Rodrigues, narrou um cenário onde a vítima teria cruzado inesperadamente o seu caminho. A versão, no entanto, é veementemente contestada por familiares e testemunhas, que relatam uma cena de alta velocidade, sugerindo a participação em um perigoso "racha" entre charretes na faixa de areia. A discrepância entre os relatos lança uma sombra de dúvida sobre a real dinâmica do acidente, clamando por uma investigação rigorosa e imparcial.
Ainda que o condutor alegue ter prestado socorro à vítima, acionando o SAMU após imobilizar o animal a cem metros do local do impacto – uma ação, no mínimo, questionável em face da urgência da situação –, paira no ar uma interrogação crucial: foi realizado o teste do etilômetro em Rudney Gomes Rodrigues? Em acidentes envolvendo veículos automotores, a verificação da sobriedade do condutor é um procedimento padrão e fundamental. A ausência de informações sobre a realização de tal teste em um condutor de veículo de tração animal, envolvido em um acidente com vítima fatal, soa como um alarmante descaso com a segurança pública. Afinal, a condução de qualquer veículo, seja ele motorizado ou de tração animal, sob a influência de álcool ou outras substâncias, representa um risco iminente à integridade física de terceiros.
A tragédia ganha contornos ainda mais sombrios quando se constata que a circulação de veículos de tração animal é expressamente proibida na faixa de areia. A existência de uma legislação clara e a sua flagrante desobediência levantam sérios questionamentos sobre a eficácia da fiscalização municipal. Como é possível que charretes transitem livremente em áreas destinadas ao lazer de pedestres e ciclistas, colocando em risco a vida de cidadãos? A morte de Thalita Rochino não pode ser vista como um mero acidente; ela é o resultado trágico da inoperância do poder público em garantir o cumprimento das leis e a segurança na orla.
É imperativo que se apure a veracidade da denúncia de "racha" e se responsabilize o condutor da charrete por sua conduta negligente e pela violação da legislação vigente. A sociedade clama por justiça e por medidas enérgicas que impeçam a repetição de cenas como essa.
A permissividade com a circulação irregular de veículos de tração animal na praia de Itanhaém não é um problema recente. Há tempos se noticiam abusos e a imprudência de "cavaleiros" que, em alta velocidade, desrespeitam as normas e colocam em risco a vida de banhistas e frequentadores da orla. A morte de Thalita Rochino é a prova cabal da falha sistêmica que permite que essa prática persista. É inaceitável que a falta de fiscalização e a leniência das autoridades continuem a ceifar vidas.
Diante da gravidade dos fatos e da flagrante ilegalidade da situação, a prisão preventiva do condutor da charrete não seria apenas uma medida cautelar, mas sim um sinal de que a lei será cumprida e que a vida humana tem valor. A impunidade não pode ser o legado dessa tragédia.
A sociedade espera uma resposta firme e exemplar das autoridades competentes, para que a morte de Thalita Rochino não seja em vão e sirva de alerta para a necessidade urgente de regulamentação e fiscalização rigorosa da circulação de veículos em áreas públicas.
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