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Ilhabela ressuscita Taxa de Preservação Ambiental e projeta arrecadação milionária

Sistema eletrônico de cobrança promete R$ 45 milhões anuais para ações ambientais, mas medida reacende debate sobre impacto no turismo

Ilhabela aposta na Taxa de Preservação Ambiental como ferramenta para financiar ações de sustentabilidade e enfrentar os impactos do turismo em massa. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A paradisíaca Ilhabela, um dos destinos turísticos mais disputados do litoral paulista, voltará a cobrar dos visitantes a chamada Taxa de Preservação Ambiental (TPA). A decisão, aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal na última terça-feira (16), restabelece a tarifa que estava suspensa desde 2020, quando foi congelada em razão da pandemia. A retomada do tributo está prevista para dezembro e já chega com roupagem moderna: sistema de free flow, sem cabines físicas, baseado na leitura automática de placas e cobrança eletrônica.

De acordo com a prefeitura, a expectativa é arrecadar R$ 45 milhões por ano, montante que, segundo promessa oficial, será destinado exclusivamente a serviços de limpeza urbana, programas de educação ambiental, conservação da natureza e obras de infraestrutura voltadas à preservação. Para reforçar a imagem de transparência, o Executivo municipal garantiu que prestará contas a cada trimestre à Câmara.

Os valores definidos variam de acordo com o porte do veículo: R$ 10 para motocicletas, R$ 48 para automóveis de passeio, R$ 70 para vans e caminhões, R$ 100 para micro-ônibus e R$ 140 para ônibus. O projeto também prevê benefícios para os moradores: veículos registrados em Ilhabela e São Sebastião estarão isentos da cobrança.

A TPA não é novidade. Criada em 2007, sempre foi alvo de polêmica entre empresários do setor de turismo e defensores da preservação ambiental. Agora, ao ser retomada, a prefeitura a apresenta como um avanço necessário para equilibrar desenvolvimento econômico e sustentabilidade. O prefeito Toninho Colucci afirmou que a medida reafirma o compromisso da cidade em se tornar referência na preservação da Mata Atlântica, conciliando a chegada de milhares de turistas com responsabilidade ambiental.

Se por um lado a iniciativa sinaliza um novo fôlego financeiro para projetos de conservação, por outro reacende discussões antigas: será que a cobrança espantará parte dos visitantes e penalizará o turismo popular, ou representará um filtro natural que valoriza um turismo mais consciente? O tempo e a eficácia na aplicação dos recursos públicos dirão se a ilha ficará mais limpa e preservada ou se o tributo entrará para a lista das taxas que prometem muito e entregam pouco.


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