Suspeitos de atirar contra vigilante foram interceptados no bairro Getuba após perseguição; armas foram apreendidas
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| Viaturas da Guarda Civil Municipal isolam a via pública no bairro Getuba após o confronto armado que resultou na morte de dois suspeitos. Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
A rotina do bairro Jardim Jaqueira foi rompida de forma abrupta na tarde desta terça-feira, dia 16. O que parecia ser mais um dia normal para um vigilante de 34 anos transformou-se em um cenário de tentativa de execução. Três disparos foram efetuados contra o trabalhador, que, por um detalhe de sorte ou perícia, não foi atingido. O episódio deu início a uma sequência de eventos que terminaria em fatalidade quilômetros adiante, no bairro Getuba.
Os agressores, identificados posteriormente como Robert Brito de Almeida, de 28 anos, e Michael Rodrigues dos Santos de Melo, de 18 anos, empreenderam fuga imediata a bordo de um Volkswagen Voyage branco. O crime, no entanto, já estava sob o radar das autoridades. Através do monitoramento inteligente do Centro de Operações Integradas, o veículo foi rapidamente localizado, dando início a um acompanhamento tático realizado pela Guarda Civil Municipal.
A perseguição atingiu seu ápice na Avenida Três. Durante o trajeto, os suspeitos ignoraram repetidas ordens de parada, optando por confrontar a guarnição composta por quatro agentes. O que se seguiu foi um intenso intercâmbio de disparos. Ao serem interceptados, os ocupantes do Voyage abriram fogo novamente contra os guardas civis, que revidaram a agressão de forma letal.
Unidades do Samu foram acionadas ao local, mas apenas puderam constatar o óbito de Robert e Michael. No interior do veículo, a polícia apreendeu dois revólveres, de calibres .38 e .32, além de aparelhos celulares. O cenário de guerra urbana foi isolado para o trabalho da perícia técnica, que recolheu as armas dos agentes envolvidos para os procedimentos padrão de investigação.
Na delegacia, o vigilante alvo do atentado inicial reconheceu Robert como o autor dos disparos que quase lhe tiraram a vida. Diante do contexto apresentado, a autoridade policial ratificou que os guardas agiram em legítima defesa para repelir uma agressão injusta e iminente. O caso foi oficialmente registrado como morte decorrente de intervenção policial e tentativa de homicídio, encerrando um ciclo de violência que reforça a tensão constante na segurança pública da região.


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