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Infância perdida no crime: Polícia estoura ponto do tráfico e apreende adolescente de 13 anos na Vila Sônia, em Praia Grande

Operação da Polícia Civil em Praia Grande revelou face cruel do crime organizado ao flagrar adolescente de 13 anos trabalhando no ponto de venda de entorpecentes

Material apreendido pela DIG inclui drogas sintéticas, dinheiro em espécie e registros manuscritos da contabilidade do tráfico na Vila Sônia. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

A movimentação da tarde desta quinta-feira no bairro Vila Sônia, em Praia Grande, serviu de pano de fundo para uma cena que se tornou um retrato amargo da realidade urbana na Baixada Santista. O que começou como uma diligência estratégica da Delegacia de Investigações Gerais para capturar uma foragida da Justiça, rapidamente se desdobrou em um flagrante da engrenagem implacável do narcotráfico, que segue avançando sobre a vulnerabilidade da juventude local.

Os agentes monitoravam os passos de uma mulher já conhecida pelos registros policiais e com mandado de prisão em aberto. Ao observarem sua entrada em um imóvel identificado como reduto da comercialização de drogas, a equipe da DIG aguardou o momento da abordagem. Dentro da residência, os policiais não encontraram apenas o alvo principal, mas o símbolo de uma crise social profunda: uma adolescente de apenas 13 anos, plenamente integrada à operação logística do crime.

A precocidade com que o tráfico coopta novos braços é evidenciada pela natureza do material apreendido. Além das substâncias como ice e comprimidos de ecstasy, os policiais recolheram cadernos de contabilidade detalhados. Nesses papéis, a matemática do ilícito era registrada com precisão, revelando que a menor não estava ali por acaso, mas exercia papel ativo no controle da movimentação financeira ao lado da mulher presa.

O balanço da operação expõe o inventário da estrutura periférica do tráfico. Foram recolhidos R$ 811,75 em dinheiro trocado, balança de precisão, celulares e farto material para embalo. A presença de drogas sintéticas reforça a diversificação do portfólio de vendas na região, que atende desde o consumo local até o fluxo turístico da costa.

Enquanto a mulher foi encaminhada para a cadeia feminina anexa ao 2º DP de Santos para cumprir sua pena e responder pelo novo flagrante, o destino da adolescente aponta para um caminho de isolamento. Ela foi levada à Fundação Casa de Guarujá, ficando sob custódia da Vara da Infância e Juventude. O episódio deixa claro que, enquanto o tráfico mantiver sua capacidade de recrutamento infantil, a segurança pública enfrentará um ciclo de reincidência que as grades, isoladamente, parecem não ser capazes de interromper.


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