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São Vicente: Força-tarefa impõe silêncio e interrompe “batidão” clandestino no Humaitá

Ação conjunta entre Polícia Militar e GCM interrompeu evento organizado por adegas após sucessivas denúncias de perturbação do sossego

Viaturas da Polícia Militar e da GCM monitoram a via pública após a dispersão do evento clandestino, garantindo a manutenção do sossego no bairro Humaitá. Foto: Prefeitura de São Vicente/Divulgação.

O relógio marcava as primeiras horas da madrugada de sexta-feira, dia 26, quando o som ensurdecedor que ecoava pelo bairro Humaitá, em São Vicente, foi substituído pelo giroflex das viaturas. O evento, batizado audaciosamente de Natalzão da Amalot, não era uma celebração comunitária autorizada, mas um baile funk clandestino arquitetado para ocupar a via pública sem qualquer tipo de licença ou limite.

A operação foi o desfecho de um histórico de tensão na Rua Irmã Maria de Souza Brito. Segundo as autoridades, o foco da desordem partia de adegas locais, que transformavam a via em um palco de excessos. Além das caixas de som em volume máximo, o rastro de poluição sonora era alimentado por motocicletas com escapamentos adulterados, um combo que há tempos retirava o direito ao descanso dos moradores da região.

De acordo com Silvio Damaceno, secretário de Defesa e Organização Social de São Vicente, a intervenção foi uma resposta direta ao clamor popular. A mobilização da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal (GCM) não apenas dispersou a multidão, mas colocou sob os holofotes estabelecimentos que já caminham na mira da justiça. A área em questão já acumula notificações do Ministério Público, indicando que a prática da ilegalidade ali é recorrente.

O cenário após a chegada das forças de segurança revelou uma face diferente do bairro: o asfalto, antes tomado pela aglomeração, foi retomado pela ordem. No entanto, o trabalho não se encerrou com o silêncio da rua. Os estabelecimentos envolvidos foram formalmente identificados e catalogados em relatórios detalhados.

Agora, o material segue para o setor administrativo da Prefeitura. Diante da quebra sistemática da ordem pública e da reincidência nos abusos, o desfecho para os responsáveis deve ir além de advertências verbais, alcançando as sanções cabíveis para quem ignora as normas de convivência social em prol do lucro clandestino.


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