Polícia Civil investiga sumiço de Camila Nascimento no bairro Catiapoã; boatos sobre sua localização foram desmentidos pela família
O silêncio da advogada Camila de Andrade Martins Nascimento, de 43 anos, já ultrapassa a marca de 72 horas, gerando uma onda de incertezas em São Vicente. A última vez que Camila foi vista foi na manhã de segunda-feira, dia 5, quando deixou sua residência na Rua Maceió, no bairro Catiapoã. O caso, registrado no 1º Distrito Policial da cidade, mostra mais uma vez a fragilidade da segurança e o rastro de dúvidas que envolvem passageiros de transporte por aplicativo em situações de vulnerabilidade.
De acordo com o registro oficial feito pelo pai da advogada, Camila solicitou o veículo por volta das 9h40 e saiu sozinha. Desde então, as tentativas de contato telefônico foram infrutíferas. A situação ganha contornos mais delicados pelo fato de Camila realizar tratamento psiquiátrico e necessitar de medicação contínua, fator que eleva a urgência das buscas e a preocupação das autoridades com sua integridade física.
A investigação caminha, por ora, sob a classificação de desaparecimento de pessoa, sem indícios imediatos de crime. No entanto, o cenário foi conturbado na tarde de quinta-feira, dia 8, por uma série de informações falsas que circularam em redes sociais. Mensagens afirmavam que a advogada teria sido encontrada no Centro de Santos e que teria se recusado a voltar para casa. A família agiu rapidamente para desmentir os boatos, reforçando que o paradeiro de Camila permanece desconhecido.
A ausência de informações concretas e a disseminação de notícias falsas dificultam o trabalho de busca e prolongam a angústia familiar. Camila é solteira e, no momento do desaparecimento, trajava roupas totalmente pretas, incluindo calça legging, casaco e tênis.
Qualquer informação que possa auxiliar na localização deve ser comunicada imediatamente à polícia ou ao Disque Denúncia (181), com a garantia do sigilo absoluto.


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