Vítima de aproximadamente 60 anos chegou a ser socorrida em estado gravíssimo, mas não resistiu; buscas por desaparecido continuam em Itanhaém
![]() |
| Vista panorâmica da Ilha Porchat a partir da faixa de areia, local onde o banhista foi resgatado em estado grave. Foto: Arquivo/Prefeitura de São Vicente. |
Na tarde desta terça-feira (13), o que parecia ser um mergulho rotineiro de um banhista de aproximadamente 60 anos transformou-se em uma luta desesperada pela vida, que terminou de forma trágica no Hospital Vicentino.
Passava pouco das 16h30 quando o alerta via rádio mobilizou o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar). No local, a cena era crítica. Testemunhas relataram que o homem se banhava sem apresentar dificuldades aparentes até que, sem aviso, foi visto com o rosto submerso. O socorro inicial veio de quem estava por perto: um banhista retirou o corpo da água, dando início a uma mobilização que envolveu guarda-vidas e equipes de resgate em um esforço contínuo de ressuscitação cardiopulmonar.
O diagnóstico técnico era o mais severo da escala: afogamento em grau 6, caracterizado por parada cardiorrespiratória. Mesmo com as manobras intensas realizadas ainda na areia e o transporte rápido para a unidade hospitalar, a resistência do corpo chegou ao limite. Às 17h15, o óbito foi oficialmente confirmado por um médico. Sem documentos e sem familiares presentes para reivindicar sua história, o homem permanece, até o momento, como uma incógnita nos registros oficiais da cidade.
Enquanto São Vicente lida com a perda, o litoral sul da Baixada Santista permanece em vigília. Em Itanhaém, o cenário é de incerteza desde o início da noite de segunda-feira, dia 12. No bairro Cibratel, as equipes do GBMar mantêm as buscas por uma pessoa desaparecida, enfrentando a imensidão do Atlântico em uma tentativa de dar respostas a mais uma ocorrência que reforça o perigo latente sob a superfície.
O comando dos bombeiros é enfático ao reforçar que o mar exige atenção absoluta, mesmo em áreas consideradas calmas. A orientação é para que qualquer sinal de comportamento atípico ou perigo seja reportado imediatamente aos profissionais de salvamento. Entre a areia e a onda, a linha que separa o lazer da tragédia prova-se, mais uma vez, extremamente tênue.


0 Comentários