Ação de fiscalização na zona sul de SP terminou com pedestre baleado e investigação aberta pela Corregedoria; vítima permanece internada
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| Viatura da Polícia Militar durante ação de fiscalização; caso é apurado pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM. Foto: Reprodução/Arquivo. |
Um policial militar de 26 anos foi preso na madrugada de sábado (24) após efetuar um disparo durante uma operação de combate a pancadões no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, e atingir um pedestre que passava pelo local. A ocorrência é relevante por envolver o uso de arma de fogo em contexto de fiscalização de trânsito e ordem pública, com desdobramentos administrativos e criminais em apuração, além de reacender o debate sobre protocolos de abordagem em áreas densamente movimentadas — tema que também impacta cidades da Baixada Santista, onde ações semelhantes de controle de fluxo e perturbação do sossego têm sido frequentes.
A ação ocorreu por volta das 4h20, na Rua Póvoa de Varzim, durante fiscalização de motocicletas e apreensão de veículos irregulares, com foco em coibir pancadões e combater roubos na região. Segundo a Polícia Militar, um motociclista sem capacete e conduzindo uma moto sem emplacamento desobedeceu à ordem de parada e fugiu da abordagem. No decorrer da tentativa de intervenção, houve um disparo de arma de fogo.
De acordo com o relato do policial, o tiro teria sido efetuado no instante em que o motociclista levou a mão à região da cintura, gesto interpretado pelo agente como indicativo de que sacaria uma arma, situação em que ele alegou ter agido em legítima defesa. O disparo, no entanto, não atingiu o suspeito em fuga: acertou um pedestre que transitava pelo local.
A vítima foi socorrida ao Pronto-Socorro Campo Limpo, passou por procedimento cirúrgico e, conforme informações médicas, encontra-se em estado estável, permanecendo internada e sem previsão de alta. Após o ocorrido, supostas vítimas compareceram ao local e relataram que teriam sido roubadas momentos antes pelo mesmo motociclista que escapou da abordagem, informação que passou a compor a linha de apuração sobre a dinâmica do episódio.
Diante de indícios de possível falha operacional, a autoridade policial militar determinou a prisão em flagrante do agente, a apreensão do armamento utilizado e sua condução ao Presídio Militar Romão Gomes, além da lavratura do auto de prisão em flagrante. A Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Civil e a Corregedoria da PM apuram todas as circunstâncias do caso. O nome do policial não foi divulgado.


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