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Tensão na areia: abordagem da Guarda Civil em Guarujá é alvo de denúncia

Vídeo registra momento em que instrutor de surf questiona ação de agentes na Praia das Pitangueiras durante apreensão de bicicleta

Registro em vídeo mostra o momento da discussão entre o instrutor de surf e o agente da GCM na Praia das Pitangueiras durante apreensão de equipamento. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O cotidiano de quem trabalha nas praias de Guarujá foi interrompido por um episódio de tensão na manhã da última segunda-feira. Um instrutor de surf, identificado como Alax Soares, utilizou as redes sociais para denunciar o que classificou como uma abordagem truculenta e desproporcional realizada por um agente da Guarda Civil Municipal (GCM). O caso, ocorrido na Praia das Pitangueiras, reacende o debate sobre os limites da autoridade e o treinamento das forças de segurança locais no trato com a população e trabalhadores da orla.

A confusão teve início quando agentes da GCM decidiram recolher uma bicicleta pertencente a uma colega de Alax, estacionada nas proximidades do Morro do Maluf. Segundo o instrutor, o local é tradicionalmente utilizado para esse fim há anos e não apresenta sinalização que proíba o estacionamento de veículos não motorizados. Ao tentar mediar a situação para evitar o prejuízo logístico à colega, que utiliza o transporte para carregar equipamentos de trabalho, Soares afirma ter sido recebido com agressividade.

As imagens que circulam na internet mostram o professor ainda com seus instrumentos de trabalho, vestindo lycra de instrutor e segurando uma prancha, enquanto o agente demonstra exaltação. Alax relata que a tentativa de diálogo foi ignorada e que sua identificação profissional foi distorcida. Ao mencionar que já atuou como guarda-vidas temporário por cinco temporadas, o professor afirma que o guarda o acusou de tentar aplicar uma "carteirada", ignorando o contexto de que ele apenas buscava estabelecer uma base de respeito mútuo entre profissionais que atuam na segurança e no lazer da mesma faixa de areia.

A falta de padronização na abordagem e a aparente falta de equilíbrio emocional do agente público expostas no vídeo levantam questionamentos sobre a conduta da GCM em áreas turísticas. Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Guarujá não emitiu posicionamento oficial sobre o comportamento do servidor ou sobre os critérios para a apreensão de bicicletas naquele trecho da orla. O silêncio institucional contrasta com a rapidez da ação em campo, deixando lacunas sobre a transparência e a fiscalização interna da corporação.


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