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Caminhoneiros articulam greve nacional após alta do diesel e pressionam governo por medidas emergenciais

Entidades do setor ampliam mobilização com apoio político, enquanto Planalto tenta conter paralisação com redução de tributos

Caminhoneiros discutem paralisação nacional em meio à alta do diesel e impasse com o governo
Caminhoneiros discutem paralisação nacional em meio à alta do diesel e impasse com o governo. Foto: Reprodução/APlateia.

Uma nova mobilização de caminhoneiros ganhou força em todo o país diante do aumento no preço do diesel, com possibilidade de paralisação nacional nos próximos dias. O movimento é liderado por entidades representativas da categoria, com participação ativa de organizações ligadas ao transporte rodoviário e adesão de lideranças políticas. A discussão tem impacto direto sobre o abastecimento e a logística nacional, o que amplia a relevância do tema, especialmente em regiões dependentes do transporte rodoviário, como a Baixada Santista.

A articulação é conduzida por associações como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos (Sindicam), que vêm promovendo reuniões com representantes de diferentes estados. Segundo Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Abrava, uma assembleia recente consolidou o indicativo de paralisação, ainda sem data oficial confirmada até o momento.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) também declarou apoio ao movimento e cobrou providências do governo federal, apontando que os sucessivos reajustes no diesel têm comprometido a sustentabilidade da atividade. A entidade classificou os aumentos como abusivos e defendeu medidas estruturais para estabilizar os custos operacionais do setor.

Em resposta à crescente pressão, o governo federal anunciou a intenção de zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, medida voltada à redução imediata do preço final do combustível. No entanto, poucos dias após o anúncio, a Petrobras promoveu um reajuste de 11,6% no valor do diesel nas refinarias, o que gerou novo desgaste nas negociações e ampliou o descontentamento entre os profissionais da categoria.

O movimento também passou a contar com apoio de parlamentares. O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) manifestou-se favorável à paralisação durante discurso no plenário da Câmara dos Deputados, afirmando que o país estaria próximo de uma interrupção generalizada do transporte rodoviário. Já o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) declarou apoio público às decisões da categoria e mencionou a possibilidade de início da greve nesta quinta-feira (19), embora a data não tenha sido oficialmente confirmada pelas entidades organizadoras.

Na Baixada Santista, onde o Porto de Santos desempenha papel estratégico na logística nacional, uma eventual paralisação pode impactar diretamente o fluxo de cargas, afetando cadeias produtivas e o abastecimento regional. Episódios anteriores de greve evidenciaram a dependência do transporte rodoviário e os reflexos imediatos em setores essenciais.

Até o momento, as lideranças do movimento seguem em diálogo com o governo, enquanto mantêm o estado de mobilização. Não há confirmação oficial sobre o início da paralisação, mas a categoria permanece em alerta diante da evolução dos preços dos combustíveis e das negociações em curso.


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