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Caso Peretto: Justiça marca júri popular da irmã de comerciante morto em Praia Grande

Audiência de Marcelly Peretto foi agendada para agosto; processo contra o ex-cunhado da vítima seguirá separado e ainda aguarda definição de data

Marcelly Peretto no momento em que se apresentou na delegacia durante as investigações sobre a morte do comerciante Igor Peretto
Marcelly Peretto no momento em que se apresentou na delegacia durante as investigações sobre a morte do comerciante Igor Peretto. Foto: Reprodução.

A Justiça definiu para o dia 20 de agosto, às 9h, a realização do júri popular de Marcelly Peretto, acusada de envolvimento no assassinato do próprio irmão, o comerciante Igor Peretto, ocorrido em Praia Grande. A decisão estabelece que o julgamento da ré ocorrerá de forma separada do processo que envolve o ex-marido dela, Mário Vitorino, apontado como o autor das facadas que provocaram a morte da vítima. O caso ganhou repercussão pela relação familiar entre os envolvidos e pela complexidade das acusações apresentadas pelo Ministério Público.

Igor Peretto foi morto no dia 31 de agosto de 2024. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o crime teria sido planejado por três pessoas: a viúva da vítima, Rafaela; a irmã por parte de pai, Marcelly; e o cunhado, Mário Vitorino. A acusação sustenta que o comerciante era considerado um obstáculo dentro de um relacionamento amoroso que teria se formado entre os acusados.

Inicialmente, os três foram denunciados por participação no homicídio. No entanto, em decisão proferida em outubro de 2025, o juiz Felipe Esmanhoto Mateo determinou a desclassificação da viúva da denúncia criminal. Conforme o magistrado, as provas reunidas no processo não foram suficientes para comprovar a participação dela no assassinato. Além disso, a investigação indicou que Rafaela não estava no apartamento no momento em que o crime ocorreu. Ela deixou a prisão no dia 17 de outubro do mesmo ano.

Na mesma decisão, o juiz determinou a pronúncia de Marcelly Peretto e de Mário Vitorino, o que significa que ambos deverão ser julgados pelo Tribunal do Júri. Os dois respondem por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, associado ao relacionamento entre os acusados; por meio cruel, devido aos diversos golpes de faca desferidos contra a vítima; e por recurso que dificultou a defesa, já que Igor estaria desarmado e teria sido atacado por alguém de sua confiança.

Até então, os réus respondiam ao processo em conjunto. A separação dos julgamentos ocorreu após Marcelly contratar uma nova equipe de defesa. O advogado Alex Ochsendorf optou por retirar o recurso que questionava a decisão de pronúncia, medida que acelerou a tramitação do caso em relação à cliente.

De acordo com o defensor, a estratégia busca evitar que Marcelly permaneça presa enquanto aguarda o julgamento de recursos apresentados por outros envolvidos no processo. Com a desistência, o processo dela avançou para a fase de julgamento pelo júri popular, enquanto o caso de Mário Vitorino segue pendente de análise em segunda instância.

Ainda segundo Ochsendorf, a audiência chegou a ser inicialmente cogitada para abril deste ano, mas acabou reagendada pelo Judiciário para agosto. A defesa informou que pretende buscar a absolvição da ré durante o julgamento, mas não antecipou quais argumentos serão apresentados perante o Conselho de Sentença.

O Tribunal do Júri é responsável por julgar crimes dolosos contra a vida, como homicídio. Nessa modalidade, cidadãos sorteados formam o corpo de jurados que decide pela condenação ou absolvição do réu, com base nas provas e nos argumentos apresentados pela acusação e pela defesa durante a sessão.

O julgamento de Marcelly Peretto deverá ocorrer no Fórum de Praia Grande e marcará uma nova etapa no andamento judicial de um caso que mobilizou atenção pública desde a morte do comerciante em 2024.

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