Informações recebidas pela Polícia Civil indicam que criminosos discutiriam ataques contra agentes de segurança e incêndio de ônibus após morte de rapaz
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| Zona Noroeste de Santos em alerta após a intervenção policial que resultou na morte de um jovem de 19 anos. Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
Um jovem de 19 anos morreu após ser baleado por policiais militares no fim da tarde de sábado (7), na Zona Noroeste de Santos, no litoral paulista. O caso ocorreu na região do Caminho São José, no bairro Rádio Clube, e foi registrado como morte decorrente de intervenção policial. Após o episódio, integrantes da Polícia Civil foram alertados sobre possíveis ações de retaliação planejadas por criminosos, incluindo ataques contra agentes de segurança pública e a possibilidade de incêndio de ônibus na região.
De acordo com o registro policial, os militares realizavam uma operação de patrulhamento na área quando desembarcaram da viatura nas proximidades da margem do Rio dos Bagres. Segundo relato prestado pelos agentes à equipe de plantão da Central de Polícia Judiciária (CPJ), coordenada pela delegada Maria Luísa dos Santos Neves, dois indivíduos foram avistados no local.
Os policiais afirmaram que um dos homens estava armado e teria feito menção de disparar contra a guarnição. Ainda conforme a versão apresentada, a dupla passou a correr em direção aos agentes, momento em que dois policiais efetuaram disparos diante do que classificaram como risco iminente de ataque.
Gabriel Andrade Silva foi atingido pelos tiros. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e realizou o encaminhamento do jovem à Santa Casa de Santos, onde a morte foi confirmada. O segundo suspeito conseguiu fugir pelo Rio dos Bagres, nadando para a outra margem, e não foi localizado até o momento.
Os policiais relataram que Gabriel carregava uma mochila que teria sido apreendida por um perito criminal no local. Dentro dela, segundo o boletim de ocorrência, havia porções de maconha e cocaína, cadernos com anotações relacionadas à comercialização de entorpecentes e a quantia de R$ 8.983,55 em dinheiro. Um dos agentes também informou ter encontrado uma arma de fogo no rio e recolhido dois telefones celulares nas imediações.
O caso foi registrado como homicídio com a observação de “morte decorrente de intervenção policial”, além de “localização e apreensão de objeto”. Não houve registro de testemunhas civis que presenciaram diretamente o momento da ocorrência.
Horas após o episódio, a Polícia Civil recebeu informações de que pessoas ligadas ao crime estariam discutindo possíveis represálias pela morte do jovem. Entre as ameaças citadas estaria o incêndio de um ônibus na Praça Jerônimo La Terza, também no bairro Rádio Clube, além de possíveis atentados contra integrantes das forças de segurança.
As informações foram compartilhadas em um grupo de comunicação interna entre delegados, com orientação para reforço das medidas de segurança. No alerta encaminhado aos policiais, foi solicitado que as equipes redobrem a atenção durante diligências e fiquem atentas a qualquer movimentação suspeita nas áreas operacionais.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias da ocorrência e busca identificar o segundo suspeito que teria fugido pelo rio.
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