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Rastro do tráfico chega ao Guarujá e operação trava R$ 1 bilhão de grupo criminoso

Ofensiva de alcance nacional mira engrenagem do tráfico interestadual, sequestra apartamento no litoral e escancara o tamanho do esquema de lavagem de dinheiro

Apartamento no Guarujá entrou na mira da operação que bloqueou até R$ 1 bilhão e atingiu a base financeira de uma organização criminosa investigada por tráfico e lavagem de dinheiro
Apartamento no Guarujá entrou na mira da operação que bloqueou até R$ 1 bilhão e atingiu a base financeira de uma organização criminosa investigada por tráfico e lavagem de dinheiro. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

O cerco apertou e o rastro do dinheiro sujo bateu no litoral paulista. Na manhã desta sexta-feira (10), Guarujá entrou no mapa de uma ofensiva de alcance nacional contra uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Entre os alvos atingidos pela operação está um apartamento ligado ao grupo, incluído na lista de bens sequestrados pela Justiça.

A ação, batizada de Operação Eixo, mobilizou cerca de 200 policiais civis e se espalhou por diferentes estados. Ao todo, a investigação resultou em 96 mandados judiciais: 40 de prisão temporária e 56 de busca e apreensão. Até a última atualização, 33 pessoas haviam sido presas, além de seis flagrantes, sendo três por tráfico de drogas e três por posse ilegal de arma de fogo.

O peso da operação aparece também no dinheiro travado. Contas bancárias e criptoativos foram bloqueados em um conjunto de medidas que pode alcançar R$ 1 bilhão. Não se trata apenas de apreender droga ou prender suspeitos. O alvo, desta vez, é a espinha financeira que sustenta a engrenagem criminosa.

As apreensões reforçam o tamanho da estrutura investigada: porções de maconha, 180 comprimidos de ecstasy, duas armas de fogo com munições, cerca de R$ 60 mil em dinheiro, joias, seis veículos de luxo e uma motocicleta. Além do imóvel em Guarujá, também entraram na mira um lote em Foz do Iguaçu e uma cobertura em Uberlândia, apontados como parte do mecanismo de ocultação patrimonial.

As apurações, iniciadas em 2024, indicam que o grupo operava de forma organizada no envio de drogas para o Distrito Federal, com ramificações em vários estados, inclusive São Paulo. No caminho do dinheiro, surgem empresas de fachada, contas em nome de terceiros e transações com criptoativos. Há ainda indícios de conexões com facções de outros estados e participação de investigados estrangeiros na engrenagem financeira.

No fim, o retrato é claro: por trás da droga, havia uma máquina milionária em funcionamento.


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*Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização prévia do editor. Lei nº 9610/98*

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