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Justiça barra demolição e trava guerra dos quiosques na orla de Mongaguá

Justiça impede que a Prefeitura derrube cerca de 150 estruturas à beira-mar e mantém disputa aberta enquanto comerciantes aguardam decisão definitiva

Quiosques da orla de Mongaguá permanecem preservados após decisão do Tribunal de Justiça que impede demolições até julgamento definitivo
Quiosques da orla de Mongaguá permanecem preservados após decisão do Tribunal de Justiça que impede demolições até julgamento definitivo. Foto: Reprodução.

A queda dos quiosques da orla de Mongaguá está, por enquanto, fora de cogitação. Em uma nova reviravolta judicial, o Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu a Prefeitura de demolir as cerca de 150 estruturas espalhadas pela faixa litorânea da cidade até que o recurso em andamento seja analisado de forma definitiva.

A decisão mantém acesa uma disputa que vem colocando permissionários e o poder público em lados opostos de uma batalha que se arrasta há semanas e ainda não tem desfecho à vista.

O impasse começou após o encerramento das permissões de uso concedidas pela Lei Municipal nº 1.853, de 1999. O modelo permitia a exploração dos quiosques por um período de 25 anos. Com o prazo esgotado, a administração municipal publicou, em outubro de 2025, um decreto criando um alvará provisório com validade até 31 de março de 2026.

A medida foi apresentada sob o argumento de que seria necessário promover uma readequação do parque de quiosques da cidade. No entanto, a ausência de um plano concreto de reurbanização ampliou a insegurança entre os comerciantes que dependem da atividade para manter suas operações na orla.

Diante do cenário, permissionários liderados por Alexandre Domingos dos Santos recorreram à Justiça e ingressaram com uma ação na 1ª Vara da Comarca de Mongaguá. O objetivo era impedir eventuais medidas da Prefeitura e assegurar a continuidade das atividades comerciais enquanto a discussão segue em andamento.

A mais recente decisão do Tribunal suspendeu os efeitos da liminar que havia sido favorável aos comerciantes, mas estabeleceu uma barreira importante: nenhuma demolição poderá ocorrer até que o caso seja julgado em definitivo.

Com isso, os quiosques permanecem de pé, enquanto o futuro de uma das atividades mais tradicionais da orla de Mongaguá continua cercado de incertezas.


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