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Epidemia de descaso: Dengue ceifa vidas na Baixada Santista

 Autoridades enfrentam crise de subnotificação e morosidade em investigações, enquanto população padece com a negligência no combate à dengue

Enquanto as autoridades se perdem em burocracias, a população enfrenta uma epidemia que ceifa vidas.

Na Baixada Santista, a letalidade da dengue não é apenas uma estatística, mas uma triste realidade que assola a região. Com a frieza dos números e a lentidão das autoridades, a população enfrenta uma epidemia não apenas do vírus, mas do descaso e da negligência estatal. Em um cenário alarmante, já contabilizamos seis mortes suspeitas por dengue neste ano, com casos subnotificados que atingem seis municípios da região.

Os dados fornecidos pelo Painel de Monitoramento da Dengue do Governo do Estado de São Paulo não só revelam a gravidade da situação, mas escancaram a ineficiência das políticas de prevenção e combate à doença. Com óbitos sob investigação em Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Praia Grande, Santos e São Vicente, é evidente que a letalidade da dengue não escolhe fronteiras municipais, atingindo indiscriminadamente os cidadãos da Baixada Santista.

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo divulgou números alarmantes: 1.681 casos confirmados desde o início deste ano, com outros 1.341 ainda sob investigação na região. Destes, Bertioga emerge como epicentro da epidemia, com assustadoras 803 confirmações. Por trás desses números, porém, encontram-se histórias de sofrimento e tragédia que poderiam ser evitadas com políticas públicas adequadas e ações efetivas por parte das autoridades competentes.

Em Cubatão, a falta de transparência é apenas mais uma faceta desse desastre sanitário. Uma morte ocorrida em 9 de fevereiro permanece em investigação pelo Instituto de Análises Clínicas, sem que a prefeitura forneça informações básicas como o sexo ou a idade da vítima. Enquanto isso, em Santos, a burocracia estatal impede que a Secretaria de Saúde local confirme ou descarte a dengue como causa da morte em análise, aguardando um laudo que poderia trazer alívio ou justiça às famílias enlutadas.

São Vicente não foge à regra da morosidade e da incerteza. Uma mulher de 50 anos perdeu a vida em circunstâncias suspeitas, e a prefeitura comunica que o caso segue em análise, sem previsão de um desfecho que traga respostas aos seus entes queridos. Enquanto isso, em Praia Grande, uma mulher de 36 anos é mais uma vítima da negligência estatal, com a confirmação de um óbito em investigação por dengue, e a população aguarda, impotente, o resultado do exame do Instituto Adolfo Lutz.

Enquanto as autoridades se perdem em entraves burocráticos e processos morosos, a população da Baixada Santista enfrenta uma crise sanitária sem precedentes. A falta de investimento em políticas de prevenção e controle da dengue resulta em vidas perdidas e em famílias destroçadas. Não podemos aceitar passivamente essa tragédia anunciada, enquanto os governantes negligenciam sua responsabilidade com a saúde pública.

A dengue não é apenas uma preocupação local, mas uma emergência de saúde pública que clama por ação imediata e eficaz. É hora de cobrar responsabilidade dos gestores públicos, exigir transparência nas informações e investir em medidas concretas de prevenção e combate à doença. Não podemos permitir que mais vidas sejam ceifadas pela negligência e o descaso das autoridades. A hora de agir é agora, antes que seja tarde demais.



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