Episódio expõe falhas na comunicação entre escola e família e reacende debate sobre segurança e violência no ambiente escolar
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| Menino de 9 anos recebeu atendimento médico após ficar com lápis cravado na cabeça durante briga em sala de aula em Praia Grande. Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
Um incidente chocante em uma escola municipal de Praia Grande, acendeu um alerta sobre a violência que vem atravessando os muros das salas de aula. Um menino de apenas 9 anos teve um lápis cravado na cabeça após ser agredido por um colega da mesma idade durante uma discussão dentro da Escola Municipal Mahatma Gandhi, localizada no bairro Melvi. O caso ocorreu na última terça-feira (19) e mobilizou familiares, profissionais de saúde e autoridades.
A criança ferida precisou receber atendimento médico de urgência e levou dois pontos na região atingida. Embora já esteja em recuperação em casa, existe a possibilidade de que precise passar por cirurgia, dada a gravidade da lesão. O episódio não é isolado: segundo relatos da própria vítima, este não teria sido o primeiro ato de agressão praticado pelo mesmo aluno contra ele.
A mãe do menino tomou conhecimento do ocorrido apenas na saída da escola, pois não foi avisada pela direção da unidade no momento da agressão. A ausência de comunicação direta em um caso de tamanha gravidade deixou a família indignada e motivou o registro de um boletim de ocorrência online. Agora, os responsáveis aguardam medidas concretas por parte da Secretaria de Educação e da direção da escola.
A Prefeitura de Praia Grande, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), emitiu nota lamentando o episódio e reforçando o repúdio a qualquer ato de violência entre estudantes. De acordo com o órgão, a escola prestou socorro imediato à vítima e acionou os familiares posteriormente. A gestão da unidade negou que houvesse registros formais anteriores de bullying ou agressões entre os envolvidos.
Ainda assim, a Secretaria afirmou que sanções disciplinares estão sendo adotadas e que tanto a escola quanto a pasta estão à disposição da família. Como resposta institucional, a Seduc destacou iniciativas já existentes para promover a chamada “Cultura da Paz”, como os círculos restaurativos conduzidos por pedagogas comunitárias e palestras ministradas por psicólogos educacionais voltadas ao desenvolvimento socioemocional dos alunos.
Mais do que um simples desentendimento entre colegas, o fato expõe a fragilidade dos protocolos de comunicação entre a instituição e as famílias, além da necessidade urgente de medidas preventivas mais eficazes para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
Enquanto a criança segue em recuperação, a família cobra respostas firmes. O caso, que poderia ter terminado em tragédia maior, coloca em pauta não apenas a segurança física dentro das escolas municipais, mas também o dever de cuidado e responsabilidade compartilhada entre gestão escolar, poder público e comunidade.


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